As Infecções do Trato Urinário (ITUs) comprometem a segurança do paciente e são responsáveis por 35 a 45% das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) em adultos. Vale ressaltar que 16 a 25% dos pacientes em um hospital são submetidos a cateterismo vesical (alívio ou demora). De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), trata-se de estratégia adequada para a prevenção de infecção do trato urinário associada ao cateter vesical:
- A)Trocar o cateter rotineiramente.
Errada, porque a troca rotineira do cateter não previne infecção e pode até aumentar o risco por novas manipulações.
- B)Esvaziar a bolsa coletora a cada doze horas.
Errada, porque a bolsa coletora deve ser esvaziada conforme necessidade e técnica adequada, não em intervalo fixo de 12 horas.
- C)Utilizar técnica asséptica para inserção do cateter.
Certa, porque a inserção com técnica asséptica reduz a introdução de microrganismos e é medida central de prevenção de ITU associada ao cateter.
- D)Utilizar a irrigação com antimicrobianos aplicados ao cateter.
Errada, porque irrigação com antimicrobianos não é recomendada na rotina para prevenção de ITU associada ao cateter.
- E)Monitorar rotineiramente bacteriúria assintomática em pacientes com cateter.
Errada, porque bacteriúria assintomática em paciente cateterizado não deve ser monitorada de forma rotineira para prevenção, já que isso não traz benefício prático.
Gabarito: C
As ITUs associadas ao cateter vesical estão entre as complicações mais frequentes na assistência, porque o cateter cria uma via de entrada para microrganismos e também facilita biofilme. Por isso, a prevenção começa antes mesmo de passar o dispositivo: indicação bem definida, inserção correta e manutenção cuidadosa do sistema fechado fazem toda a diferença. A Anvisa orienta medidas bem objetivas para reduzir infecção, e uma das mais importantes é usar técnica asséptica na inserção do cateter. Isso significa higiene das mãos, material estéril, antissepsia adequada e manipulação mínima do sistema. Em outras palavras: nada de improviso, porque o trato urinário não gosta de visita surpresa. A alternativa correta é a que fala em técnica asséptica, pois ela atua no momento mais crítico, que é a passagem do cateter. Se a contaminação entra na largada, o risco de ITU sobe bastante, então prevenir na inserção é uma medida essencial e clássica nas recomendações da Anvisa e de protocolos de segurança do paciente. As outras opções trazem condutas que não são recomendadas como rotina. Em geral, a prevenção foca em reduzir tempo de cateterização, manter sistema fechado, escoamento adequado da urina e evitar práticas sem benefício comprovado, como trocas automáticas, irrigação com antimicrobianos ou rastreio desnecessário de bacteriúria assintomática.