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Enfermagem · CONSULPLAN · 2025

Questão comentada de Enfermagem

Durante uma reunião do Conselho Municipal de Saúde, foram identificados problemas na assistência à saúde no município, incluindo alta demanda por consultas especializadas e dificuldades no acesso a exames laboratoriais. Ao mesmo tempo, o município enfrenta limitações orçamentárias e recursos humanos insuficientes. Para lidar com esses desafios, o gestor municipal propôs a articulação interfederativa, por meio do planejamento integrado entre os entes municipais, estaduais e federais, e a pactuação de ações no âmbito da Comissão Intergestores Regional (CIR). Com base no caso apresentado, qual é a medida mais adequada a ser adotada para garantir a efetividade do planejamento da saúde e a articulação interfederativa?

Gabarito: D

Quando o município enfrenta fila para especialista, dificuldade para exame e ainda tem pouco dinheiro e equipe curta, a solução não é agir no improviso. No SUS, o caminho correto é planejar de forma integrada, com pactuação entre os entes federativos, porque a saúde é organizada de maneira regionalizada e hierarquizada. Isso evita que cada um trabalhe isolado e ajuda a distribuir melhor responsabilidades, fluxos e recursos. A lógica da questão está na articulação interfederativa, que aparece na Lei 8.080/1990 e no Decreto 7.508/2011, especialmente na ideia de organização regional da rede e atuação conjunta entre municípios, estados e União. A Comissão Intergestores Regional (CIR) é exatamente o espaço de pactuação dessa região de saúde, onde se discutem prioridades, acesso, oferta de serviços e responsabilidades de cada ente. Por isso, a medida mais adequada é promover reuniões regulares na CIR para identificar as demandas prioritárias, pactuar responsabilidades entre os entes federativos e integrar o planejamento às necessidades regionais. Em outras palavras: não basta querer resolver tudo sozinho no município, porque no SUS o planejamento funciona melhor quando o território inteiro entra na conversa. A banca costuma cobrar essa noção de que a gestão do SUS não é isolada nem puramente municipal. Ela é descentralizada, mas com cooperação, regionalização e pactuação, principalmente quando o problema ultrapassa a capacidade local de resposta.

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