Homem, 55 anos, hipertenso e fumante, chega ao pronto-socorro com queixa de dor torácica opressiva, irradiando para o braço esquerdo, associada à sudorese intensa e náuseas. A dor iniciou há uma hora e persiste. No exame físico, apresenta pressão arterial de 160 x 90 mmHg, frequência cardíaca de 110 bpm, frequência respiratória de 18 irpm e saturação de oxigênio de 91% em ar ambiente. O eletrocardiograma (ECG) evidencia supradesnivelamento do segmento ST de 2 mm em V2 e V3, além de 1,5 mm em V4. Como parte da equipe multiprofissional, quais são as condutas prioritárias de enfermagem diante desse quadro clínico?
- A)Iniciar oxigenoterapia com máscara de Venturi; administrar analgesia venosa; e preparar o paciente para exames laboratoriais e angioplastia primária.
Errada, porque oxigenoterapia não é rotineiramente indicada para todos e a máscara de Venturi não é a primeira escolha neste caso; além disso, faltou a preparação para a reperfusão de forma mais completa.
- B)Instalar acesso venoso periférico; monitorizar sinais vitais; iniciar oxigenoterapia por cateter nasal a 3 litros por minuto; e administrar medicações prescritas.
Errada, porque embora o acesso venoso e a monitorização estejam corretos, o oxigênio em baixo fluxo sem indicação clara não é a prioridade central e a conduta ficou incompleta para um IAM com supra.
- C)Instalar acesso venoso periférico; administrar medicações prescritas; monitorizar sinais vitais; e preparar o paciente para realizar trombólise ou angioplastia primária.
Certa, pois contempla medidas prioritárias na fase aguda: acesso venoso, administração de medicações prescritas, monitorização e preparo para trombólise ou angioplastia primária.
- D)Instalar acesso venoso periférico; administrar medicações prescritas; monitorizar sinais vitais; e encaminhar o paciente para exames laboratoriais antes de qualquer intervenção.
Errada, porque atrasar a intervenção para aguardar exames laboratoriais antes de qualquer conduta não é o mais adequado em um infarto com supra de ST.
- E)Monitorizar sinais vitais; instalar acesso venoso periférico; administrar medicações prescritas; coletar gasometria arterial; e realizar massagem preventiva do seio carotídeo para evitar arritmia.
Errada, porque a massagem do seio carotídeo não faz parte da abordagem do IAM com supra e pode ser perigosa; além disso, gasometria não substitui as medidas prioritárias de reperfusão.
Gabarito: C
O quadro descrito é de infarto agudo do miocárdio com supra de ST, uma emergência tempo-dependente. Nessa situação, a enfermagem precisa agir rápido para reduzir risco de complicações, manter monitorização contínua, garantir acesso venoso e apoiar o tratamento medicamentoso e a reperfusão. Aqui, o foco não é “esperar exame” nem perder tempo com medidas que atrasem a terapia definitiva. Em suspeita de IAM com supra, a prioridade é estabilizar, monitorar e preparar o paciente para trombólise ou angioplastia primária, conforme a estratégia definida pela equipe e pelo tempo de início dos sintomas. Isso está alinhado com a lógica do Processo de Enfermagem e com a atuação segura na urgência: reconhecer o problema, priorizar necessidades imediatas e executar cuidados que favoreçam a reperfusão precoce.