Durante a avaliação neurológica de um paciente com dor no pescoço e sinais de lesão nervosa, o enfermeiro observa ptose, miose e ausência de sudorese na metade do rosto. O sinal clínico associado a tal combinação de sintomas é o sinal de:
- A)Kernig.
Errada: o sinal de Kernig está ligado à irritação meníngea, não a alteração simpática ocular e facial.
- B)Horner.
Certa: ptose, miose e anidrose facial são os achados clássicos da síndrome de Horner.
- C)Babinski.
Errada: Babinski é sinal de lesão do trato corticoespinal, com extensão do hálux, sem relação com esses sinais oculares.
- D)Chvostek.
Errada: Chvostek é sinal de hiperexcitabilidade neuromuscular, geralmente associado à hipocalcemia, não a lesão simpática.
- E)Romberg.
Errada: Romberg avalia equilíbrio e propriocepção, sobretudo em alterações sensoriais, não esse padrão ocular e facial.
Gabarito: B
O quadro descrito aponta para uma lesão da via simpática que chega ao olho e ao rosto. Quando essa inervação é interrompida, aparecem três achados clássicos: ptose, miose e diminuição ou ausência de sudorese na metade da face. Esse conjunto é o que chamamos de síndrome de Horner, e é um achado neurológico bem típico em provas. Pense assim: o sistema simpático é o “acelerador” do corpo. Se ele falha em um lado, o olho daquele lado fica com a pálpebra caída, a pupila mais fechada e a pele da face menos sudorética. Em pacientes com dor no pescoço e suspeita de lesão nervosa, isso pode sugerir comprometimento simpático cervical. Por isso, o gabarito é a alternativa B. A banca quer que você reconheça o conjunto ptose + miose + anidrose facial como sinal de Horner, e não confunda com outros sinais neurológicos famosos, que parecem parecidos no nome, mas têm contextos totalmente diferentes. Em resumo: identificou ptose, miose e falta de suor em um lado da face, lembre da síndrome de Horner. É uma associação clássica de semiologia neurológica e costuma cair exatamente assim, em forma de descrição clínica.