Durante uma consulta de enfermagem em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), Jonas, 32 anos, relata dor ao urinar e secreção uretral esbranquiçada há três dias. Ele tem vida sexual ativa e não utiliza preservativo de forma regular. O enfermeiro realiza uma avaliação inicial e orienta Jonas sobre os possíveis riscos de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), ressaltando a importância de realizar testes para HIV e sífilis, independentemente da presença de sintomas, a fim de obter um diagnóstico completo e garantir um manejo adequado. Com base na situação apresentada, assinale a orientação que o enfermeiro deverá fornecer como parte do manejo e prevenção das ISTs.
- A)Informar que o uso de preservativo é necessário durante o período de tratamento, até que os sintomas desapareçam.
Errada, porque o preservativo é importante, mas sozinho não substitui o tratamento nem o manejo do(a) parceiro(a) sexual.
- B)Iniciar tratamento e informar Jonas de que, se os sintomas cessarem antes do resultado dos exames, o tratamento pode ser interrompido.
Errada, pois a melhora dos sintomas não autoriza interromper o tratamento antes da conclusão indicada, o que favorece falha terapêutica e recidiva.
- C)Iniciar tratamento e orientar sobre a importância de comunicar e tratar o(a) parceiro(a) sexual, para evitar reinfecção e novas transmissões.
Certa, porque o manejo adequado inclui iniciar tratamento e orientar a comunicação e o tratamento do(a) parceiro(a) para evitar reinfecção e novas transmissões.
- D)Sugerir que Jonas espere o resultado dos exames antes de iniciar qualquer tratamento, mesmo se os sintomas forem sugestivos de ISTs.
Errada, porque, diante de sinais sugestivos de IST, a conduta não é ficar esperando exame para só depois agir; o tratamento deve ser iniciado conforme avaliação clínica e protocolos.
Gabarito: C
Quando a suspeita é de IST, a lógica do cuidado na UBS é agir cedo, testar corretamente e quebrar a cadeia de transmissão. No caso descrito, a uretrite com dor ao urinar e secreção sugere uma IST bacteriana, e o manejo inicial não deve parar na queixa principal: é importante orientar testagem para HIV e sífilis, além de avaliar e tratar conforme protocolos locais. Na prática, o tratamento não é só para “apagar o sintoma”. Se o parceiro sexual não for comunicado e tratado, a reinfecção vira aquela história chata de “melhorou e voltou”, além de manter a transmissão na rede sexual. Por isso, a orientação ao parceiro é parte essencial da abordagem sindrômica e da prevenção combinada em IST. O gabarito é a letra C porque ela junta duas medidas centrais: iniciar o tratamento e orientar a comunicação/tratamento do(a) parceiro(a). Isso está alinhado com as diretrizes do Ministério da Saúde para abordagem das IST, que valorizam tratamento oportuno, rastreio de coinfecções e manejo de parceiros para interromper a cadeia de transmissão. As demais alternativas trazem erros clássicos: interromper tratamento antes da hora, esperar exame para começar quando o quadro já é sugestivo, ou focar apenas no preservativo sem abordar o parceiro. Em prova, lembre: em IST, tratar o caso e cuidar da rede de contatos é quase sempre o combo vencedor.