Determinada unidade de saúde localizada em região com baixa cobertura vacinal apresenta um aumento de casos de rubéola em crianças menores de 5 anos. Elas apresentam febre baixa, conjuntivite e exantema maculopapular, com início na face e progressão para o tronco. Muitas crianças acometidas não têm histórico de vacinação ou têm vacinação incompleta. A equipe de saúde está preocupada com a disseminação do surto para outras áreas da cidade. Com base nos Programas de Prevenção e Controle de Doenças Transmissíveis, qual é a estratégia mais adequada para enfrentar os casos de rubéola na comunidade?
- A)Iniciar o tratamento com antibióticos específicos e realizar a vacinação seletiva para crianças não vacinadas.
Errada, porque rubéola é viral e não é tratada com antibióticos, e a vacinação não deve ser apenas seletiva sem considerar a vigilância do surto.
- B)Realizar isolamento dos casos confirmados, recomendar o uso de antivirais e vacinar apenas os contatos diretos das crianças afetadas.
Errada, porque isolamento e antivirais não são a base do controle da rubéola, e vacinar só os contatos diretos é insuficiente para conter a disseminação comunitária.
- C)Implementar ações educativas para conscientizar a população sobre a importância de medidas de higiene e aguardar a redução natural do surto.
Errada, porque ações educativas isoladas e espera passiva não controlam um surto ativo nem substituem a vacinação e a vigilância epidemiológica.
- D)Promover medidas de quarentena para as crianças com sintomas, sem a necessidade de vacinação, e acompanhar os casos por meio de visitas domiciliares.
Errada, porque quarentena sem vacinação não enfrenta a causa do problema e ainda reduz a efetividade do controle coletivo do surto.
- E)Implementar vacinação seletiva em crianças, com foco na faixa etária mais afetada, e reforçar a vigilância epidemiológica para identificação de novos casos.
Certa, porque a resposta adequada em surto com baixa cobertura vacinal é ampliar a vacinação na população suscetível e reforçar a vigilância para detectar e interromper a transmissão.
Gabarito: E
A rubéola é uma doença viral altamente relevante em saúde pública porque se espalha com facilidade e pode causar surtos em comunidades com baixa cobertura vacinal. Em crianças, costuma aparecer com febre baixa, conjuntivite e exantema maculopapular que começa na face e desce para o tronco, exatamente como o enunciado descreve. O ponto central aqui não é “tratar” com remédio específico, porque não existe antibiótico ou antiviral que resolva a rubéola como estratégia de controle coletivo. O foco real é quebrar a cadeia de transmissão. Nesses casos, os Programas de Prevenção e Controle de Doenças Transmissíveis, alinhados às ações do Programa Nacional de Imunizações, priorizam vacinação da população suscetível na faixa etária indicada, com reforço da vigilância epidemiológica para identificar novos casos, investigar contatos e ampliar a cobertura vacinal. Em surtos, a lógica é sair correndo atrás da transmissão antes que ela corra na frente da equipe. Por isso, faz sentido combinar vacinação seletiva em crianças e vigilância ativa. A alternativa E traduz essa lógica: agir sobre quem está vulnerável e, ao mesmo tempo, monitorar o território para detectar rapidamente novos casos. Isso é coerente com a vigilância epidemiológica no SUS, que organiza notificação, investigação e medidas de controle para interromper surtos. Em outras palavras, não basta observar o surto de longe, é preciso mapear, vacinar e acompanhar. As demais opções tropeçam em ideias que não resolvem rubéola, como antibiótico, antiviral ou medidas sem vacinação. Em prova de imunização, desconfie quando a banca tenta trocar prevenção real por tratamento imaginário.