Maria, enfermeira em um hospital público, sofreu um acidente perfurocortante ao manusear uma agulha utilizada em paciente com suspeita de doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue contaminado. Considerando os protocolos de prevenção e controle de doenças transmissíveis por sangue, bem como o manejo adequado de exposições ocupacionais, qual a conduta imediata e correta a ser adotada?
- A)Desconsiderar riscos se a ferida for pequena e aguardar a próxima consulta ocupacional para avaliação.
Errada, porque minimizar o ferimento e adiar a avaliação contraria a conduta imediata recomendada para exposição ocupacional a material biológico.
- B)Apenas cobrir a lesão com um curativo estéril e acompanhar clinicamente o paciente nos dias seguintes.
Errada, porque apenas cobrir a lesão não substitui a higienização, a notificação e a avaliação para possível profilaxia pós-exposição.
- C)Esperar os resultados dos exames do paciente para só então decidir se é necessário qualquer tipo de intervenção.
Errada, porque não se deve aguardar exames do paciente para só então agir, já que a avaliação e a eventual profilaxia precisam ser iniciadas rapidamente.
- D)Lavar o local com água e sabão, notificar a equipe responsável imediatamente e iniciar a profilaxia pós-exposição, conforme protocolos vigentes.
Certa, porque orienta a limpeza imediata do local, a comunicação ao serviço responsável e o início da profilaxia pós-exposição conforme os protocolos.
Gabarito: D
Em acidente perfurocortante, o tempo conta muito. A conduta imediata não é “esperar para ver”, porque exposição ocupacional a sangue pode exigir avaliação rápida do risco, medida local no ferimento e, se indicado, profilaxia pós-exposição (PEP). A lógica é simples: quanto antes você age, maior a chance de reduzir o risco de infecção, especialmente para HIV. O manejo também inclui notificação e registro do acidente, porque isso faz parte da vigilância em saúde do trabalhador. O primeiro passo é higienizar o local com água e sabão. Não se recomenda espremer a ferida, usar substâncias irritantes ou fazer medidas caseiras improvisadas. Depois, a ocorrência deve ser comunicada imediatamente ao serviço responsável para avaliação do tipo de exposição, do material perfurante e da fonte, além de coleta de exames quando cabível. A alternativa D está correta porque reúne exatamente o que os protocolos orientam: limpeza imediata, comunicação rápida e início da profilaxia pós-exposição conforme indicação. Em especial, as diretrizes do Ministério da Saúde para acidentes com material biológico preveem avaliação imediata do risco e início oportuno da PEP quando indicada, preferencialmente nas primeiras horas após a exposição. Em concurso, sempre desconfie das opções que sugerem esperar exames ou “acompanhar depois”, porque acidente com sangue não combina com turismo diagnóstico. Resumo de ouro: acidente perfurocortante é urgência ocupacional. Lavar, notificar, avaliar e agir rápido. Se houver indicação, a profilaxia não é detalhe burocrático, é prevenção de verdade.