No Brasil, o câncer de colo do útero, também chamado de câncer cervical, é o quarto tipo de câncer mais comum entre as mulheres. Com exceção do câncer de pele, esse tumor é o que apresenta maior potencial de prevenção e cura quando diagnosticado precocemente. Sobre a estratégia de rastreamento do câncer de colo do útero e de suas lesões precursoras, é importante
- A)realizar busca ativa de mulheres dentro da população-alvo e com exame em atraso.
Certa, porque a busca ativa de mulheres da população-alvo com exame atrasado é uma estratégia central para aumentar a cobertura do rastreamento e detectar lesões precocemente.
- B)oferecer vacinação contra HPV para a população feminina e masculina entre 9 e 24 anos de idade.
Errada, porque a vacinação contra HPV não é estratégia de rastreamento e, no PNI, a faixa etária não é 9 a 24 anos para ambos os sexos.
- C)orientar que o exame de rastreamento citopatológico deve ser realizado entre 15 e 64 anos de idade.
Errada, porque o exame citopatológico de rastreamento é recomendado para mulheres de 25 a 64 anos, e não de 15 a 64 anos.
- D)recomendar que se deve evitar exames intravaginais nas 72 horas anteriores ao exame citopatológico.
Errada, porque antes do exame citopatológico a orientação usual é evitar relações sexuais, duchas, medicamentos e exames intravaginais por 48 horas, e não 72 horas.
Gabarito: A
O rastreamento do câncer do colo do útero no Brasil segue a lógica do cuidado organizado: não basta esperar a mulher aparecer, é preciso buscar quem está na faixa etária indicada e está com exame atrasado. Isso faz muita diferença porque o Papanicolau salva vidas quando identifica lesões antes de virarem câncer. É o tipo de prevenção que gosta de chegar antes do problema, e não depois da festa acabar. Pelas recomendações do Ministério da Saúde/INCA, o exame citopatológico é indicado para mulheres de 25 a 64 anos que já tiveram atividade sexual. A periodicidade, em geral, é anual no início e depois passa a ser trienal quando há dois exames normais consecutivos. Ou seja: a faixa etária e a organização do seguimento importam mais do que “fazer exame em qualquer idade”. Por isso, a alternativa correta é a que fala em busca ativa de mulheres dentro da população-alvo e com exame em atraso. Essa é uma estratégia essencial em saúde pública, porque reduz perdas no acompanhamento e aumenta a cobertura do rastreamento, o que eleva a chance de diagnóstico precoce e cura. Além disso, é bom não misturar prevenção primária com rastreamento: vacinação contra HPV ajuda a prevenir infecção e lesões, mas não substitui o exame citopatológico. Vacina e rastreio caminham juntos, cada um no seu papel.