Sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento, assinale a afirmativa INCORRETA.
- A)Sua etiologia ainda é desconhecida.
Correta, porque a etiologia do TEA é multifatorial e ainda não existe uma causa única totalmente definida.
- B)O diagnóstico é essencialmente clínico.
Correta, pois o diagnóstico do TEA é essencialmente clínico, baseado na avaliação do desenvolvimento e do comportamento.
- C)A prevalência é maior no sexo masculino.
Correta, já que a prevalência é maior no sexo masculino, embora o quadro possa ser menos reconhecido em meninas.
- D)O tratamento medicamentoso é a principal forma de cuidado.
Errada, porque o tratamento medicamentoso não é a principal forma de cuidado no TEA; o manejo é prioritariamente multiprofissional e não farmacológico.
Gabarito: D
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento, com início na infância, que afeta principalmente comunicação social e padrões restritos e repetitivos de comportamento. Na prática de concurso, o ponto mais cobrado é que o diagnóstico é clínico, baseado na observação do desenvolvimento e na avaliação de sinais e sintomas, e não em um exame laboratorial mágico que apareça do nada. Também é comum a banca lembrar que a prevalência é maior no sexo masculino, embora meninas possam ser subdiagnosticadas por apresentações mais sutis. Sobre a etiologia, a ideia mais aceita é a de causa multifatorial, com forte influência genética e contribuição de fatores ambientais, e não uma causa única simples. Então, quando a questão fala que a etiologia ainda é desconhecida, ela está indo na linha de que não existe uma causa única plenamente definida, o que costuma ser aceito em provas. O erro da alternativa D é clássico: no TEA, o tratamento medicamentoso não é a principal forma de cuidado. O eixo central do manejo é multiprofissional, com intervenções comportamentais, fonoaudiologia, terapia ocupacional, apoio educacional e orientação familiar. Medicamentos podem ser usados apenas para sintomas associados, como irritabilidade, hiperatividade, ansiedade ou agressividade, e não como tratamento principal do transtorno. Em termos de prova, pense assim: no TEA, a medicação ajuda em alguns sintomas, mas não resolve o núcleo do transtorno. O cuidado de verdade é em equipe, com abordagem individualizada e precoce, porque no autismo o remédio não faz o trabalho inteiro sozinho.