Prescrição médica: Ceftriaxona 1,25 g IV em 100 ml de SF 0,9% de 12/12 horas. Disponíveis na unidade apenas frascos-ampolas contendo 1 g de pó para solução injetável. Considerando que a diluição de cada frasco-ampola deverá ser feita com 4 ml de SF 0,9%, quantos ml do total dessa reconstituição deverão ser adicionados ao SF 0,9% de 100 ml para atender à dose prescrita?
- A)4.
Errada, porque 4 mL é o volume usado para reconstituir 1 g, não o volume correspondente à dose prescrita de 1,25 g.
- B)4,25.
Errada, porque 4,25 mL não corresponde à proporção entre 1 g em 4 mL e a dose de 1,25 g.
- C)5.
Certa, porque 1 g em 4 mL implica 1,25 g em 5 mL pela regra de três.
- D)5,25.
Errada, porque 5,25 mL extrapola o cálculo proporcional da dose prescrita.
Gabarito: C
Em administração de medicamentos, o primeiro passo é sempre transformar a prescrição em conta de regra de três. Aqui, a prescrição pede ceftriaxona 1,25 g, mas a unidade só tem frascos-ampolas de 1 g. Então você precisa descobrir qual volume da solução reconstituída corresponde a essa dose. A pegadinha está na reconstituição: o enunciado diz que cada frasco-ampola deve ser diluído com 4 mL de SF 0,9%. Em questões de prova, a banca considera que 1 g fica em 4 mL de solução, ou seja, 250 mg por mL. Se 1 mL tem 0,25 g, então 1,25 g vão corresponder a 5 mL. Fazendo a conta de forma direta: 1 g -> 4 mL; 1,25 g -> x. Logo, x = 5 mL. Esses 5 mL é que devem ser adicionados ao SF 0,9% de 100 mL para atender à dose prescrita. É a típica questão de diluição e proporcionalidade, muito cobrada em prova por exigir atenção ao volume final da reconstituição. Na prática assistencial, o profissional também deve seguir a prescrição, checar compatibilidade, técnica asséptica e as orientações institucionais e do fabricante para a ceftriaxona. Mas, para a banca, o raciocínio cobrado é o da proporcionalidade simples.