Visitas domiciliares são recomendadas às famílias de gestantes e de crianças na primeira semana pós-parto e, posteriormente a esse período, a periodicidade deve ser pactuada com a família a partir das necessidades evidenciadas e considerando-se os fatores de risco e de proteção. Em todas as visitas domiciliares, é fundamental que o profissional de saúde saiba identificar sinais de perigo à saúde da criança. São sinais que indicam a necessidade de encaminhamento das crianças maiores de 2 meses ao serviço de referência com urgência:
- A)Febre (37,5°C ou mais).
Errada, porque febre isolada não define, por si só, o sinal de urgência cobrado na questão.
- B)Vomitar tudo o que ingere.
Certa, porque vomitar tudo o que ingere impede hidratação e alimentação, sendo sinal de perigo que exige encaminhamento imediato.
- C)Batimentos de asas do nariz.
Errada, porque batimento de asas do nariz sugere desconforto respiratório, mas não é o sinal clássico pedido no enunciado.
- D)Consegue beber ou mamar no peito.
Errada, porque conseguir beber ou mamar é justamente um dado de boa evolução, não um sinal de gravidade.
Gabarito: B
Na visita domiciliar, o profissional precisa fazer uma triagem rápida dos sinais de gravidade, porque criança doente pode piorar muito depressa. Em puericultura e no manejo integrado das doenças prevalentes na infância, alguns sinais são considerados de alerta máximo e pedem encaminhamento imediato ao serviço de referência. Para crianças maiores de 2 meses, um desses sinais é quando a criança vomita tudo o que ingere. Isso indica que ela não está conseguindo manter hidratação nem alimentação, o que aumenta o risco de desidratação e piora clínica. Em concurso, vale lembrar: não é "vomitar às vezes", e sim não conseguir reter nada. Outros achados podem chamar atenção, como febre e desconforto respiratório, mas a questão cobra o sinal clássico de urgência para encaminhamento. A lógica é simples: se a criança não consegue beber, mamar ou segurar o que ingere, ela precisa ser avaliada com rapidez. Esse raciocínio é coerente com os manuais do Ministério da Saúde para atenção à criança e com a estratégia AIDPI, que orientam reconhecer sinais gerais de perigo e encaminhar sem demora quando houver incapacidade de ingerir líquidos ou alimentos.