O pré-natal visa assegurar a redução dos riscos maternos e fetais através da avaliação frequente deste binômio e permite a identificação de alterações e o início de tratamentos precoces. Orienta e esclarece dúvidas à gestante e seus familiares sobre o ciclo gravídico e puerperal. De acordo com o preconizado pelo Ministério da Saúde, estão entre os exames complementares rotineiramente solicitados no pré-natal os que visam a detecção das seguintes doenças, EXCETO:
- A)HIV.
Correta, porque o HIV faz parte do rastreamento rotineiro do pré-natal por causa do risco de transmissão vertical.
- B)Sífilis.
Correta, porque a sífilis é exame de rotina no pré-natal e seu diagnóstico precoce previne sífilis congênita.
- C)Tuberculose.
Errada, porque a tuberculose não é, em regra, exame complementar de rotina do pré-natal para todas as gestantes.
- D)Toxoplasmose.
Correta, porque a toxoplasmose integra o rastreamento previsto nos protocolos do pré-natal, conforme a avaliação clínica e laboratorial.
Gabarito: C
No pré-natal, o Ministério da Saúde orienta uma bateria de exames para rastrear infecções que podem trazer prejuízo importante para a gestante e para o bebê. Entre os clássicos da rotina estão testes para HIV, sífilis e toxoplasmose, porque essas doenças podem ser detectadas precocemente e tratadas ou acompanhadas antes de causar complicações maiores. A ideia é simples: achar cedo para agir cedo, sem deixar a gravidez virar uma corrida de obstáculos. O HIV entra porque o diagnóstico no pré-natal permite reduzir muito a transmissão vertical com acompanhamento adequado. A sífilis também é fundamental, já que o rastreio e o tratamento da gestante e do parceiro ajudam a prevenir sífilis congênita. A toxoplasmose pode ser pesquisada conforme a rotina prevista nos protocolos do Ministério da Saúde, especialmente pela possibilidade de infecção fetal e sequelas importantes. Já a tuberculose não aparece como exame complementar rotineiro do pré-natal nessa lista clássica de rastreamento laboratorial. Ela é investigada quando há suspeita clínica, contato com doente, sintomas respiratórios ou fatores de risco, e não como triagem universal de rotina. Por isso, a alternativa C é a exceção pedida pela questão. Em prova, vale guardar a lógica do MS: pré-natal rastreia infecções com impacto materno-fetal relevante, mas nem toda doença infecciosa entra como exame de rotina. Tuberculose é importante, sim, só que costuma ser investigada por indicação clínica e epidemiológica, não como pedido padrão para toda gestante.