“A puericultura é base para a promoção da saúde, o bom crescimento e desenvolvimento das crianças, sendo uma das atribuições do enfermeiro na atenção básica. No acompanhamento ambulatorial de crianças prematuras, é recomendável que seja utilizada a idade corrigida no acompanhamento do desenvolvimento destas crianças. Para calcular a idade corrigida, utiliza-se a idade cronológica menos as semanas que faltaram para completar as ______ semanas de gravidez.” Assinale a alternativa que completa corretamente a afirmativa anterior.
- A)37
37 semanas não é o parâmetro para idade corrigida, porque corresponde ao limite inferior de termo precoce, e não ao tempo gestacional completo usado na fórmula.
- B)39
39 semanas está perto do termo, mas ainda não é o valor adotado como referência para calcular a idade corrigida do prematuro.
- C)40
Correta, porque a idade corrigida é calculada tomando como referência as 40 semanas de gestação, consideradas o termo completo.
- D)42
42 semanas ultrapassa o termo e não serve como base para corrigir a idade do prematuro.
Gabarito: C
Na puericultura, um ponto importante no acompanhamento do prematuro é usar a idade corrigida, porque o bebê nasceu antes do tempo e ainda não teve todo o período de gestação para desenvolver-se dentro do esperado. Isso evita comparar a criança com outra que teve 40 semanas completas de vida intrauterina, o que seria injusto e pouco fiel ao desenvolvimento real. A conta é simples: você pega a idade cronológica e subtrai quantas semanas faltaram para completar 40 semanas de gestação. Em outras palavras, o marco de referência é a gestação a termo, que em saúde e obstetrícia é considerada com 40 semanas. Por isso, a fórmula clássica usa exatamente esse número. Então, se a questão pergunta quantas semanas de gravidez devem ser completadas para o cálculo da idade corrigida, a resposta é 40 semanas. É um daqueles detalhes que a banca adora cobrar em forma de frase bonita, mas a lógica é bem direta. Na prática da atenção básica, esse cuidado ajuda a interpretar melhor peso, estatura, perímetro cefálico, marcos do desenvolvimento e crescimento global do prematuro. O foco não é “adiantar” a criança, e sim avaliá-la de modo justo e compatível com sua história gestacional.