Os exames de detecção precoce de doenças infecciosas aplicados às gestantes ao longo dos exames de pré-natal avaliam a presença ou a ausência das seguintes infecções: I. HIV. II. Toxoplasmose. III. Dengue. Está correto o que se afirma em
- A)I, II e III.
Errada, porque dengue não é exame de rastreio rotineiro do pré-natal.
- B)I e II, apenas.
Certa, pois HIV e toxoplasmose integram a investigação precoce de infecções na gestação.
- C)I e III, apenas.
Errada, porque dengue não compõe esse conjunto de exames de detecção precoce no pré-natal.
- D)II e III, apenas.
Errada, pois toxoplasmose pode ser investigada no pré-natal, mas dengue não entra como exame de rotina.
Gabarito: B
No pré-natal, o objetivo não é só acompanhar o bebê crescendo bem, mas também detectar cedo infecções que podem trazer risco para a gestante e para o feto. Por isso, alguns exames de rastreio fazem parte da rotina, especialmente os voltados para infecções com impacto importante na gravidez. Entre esses exames, a sorologia para HIV é clássica e obrigatória no acompanhamento pré-natal, porque o diagnóstico precoce permite tratamento e medidas para reduzir a transmissão vertical. A toxoplasmose também entra nesse grupo de atenção, já que a infecção pode causar graves repercussões fetais e precisa ser investigada conforme a rotina do serviço e o protocolo adotado. Já a dengue não é um exame de detecção precoce de rotina no pré-natal. Ela é uma doença infecciosa importante, claro, mas seu diagnóstico não integra o conjunto clássico de exames sorológicos de rastreamento da gestante, sendo investigada quando há suspeita clínica ou contexto epidemiológico. Assim, o gabarito B está correto porque apenas HIV e toxoplasmose fazem parte dessa lógica de avaliação precoce no pré-natal, enquanto dengue não entra como exame rotineiro de rastreio. Em provas, a banca gosta de misturar infecções relevantes com infecções de diagnóstico clínico-epidemiológico para ver se você separa rotina de suspeita.