A Vigilância Alimentar e Nutricional (VAN) está inserida no contexto da Vigilância Epidemiológica, considerada como o sistema de coleta, análise e disseminação de informações relevantes para a prevenção e o controle de problemas em saúde pública. Aferir as medidas antropométricas adequadamente é uma das funções do profissional técnico de enfermagem de família. Para aferir corretamente o comprimento de crianças menores de 2 anos de idade deve-se:
- A)Posicionar as nádegas e as pontas dos pés da criança em pleno contato com a superfície que apoia o infantômetro.
Errada, porque nádegas e pés devem estar bem posicionados, mas isso não basta para descrever corretamente a técnica completa do comprimento no infantômetro.
- B)Apoiar a cabeça da criança firmemente contra a parte fixa do equipamento, com o pescoço reto e o queixo afastado do peito.
Certa, pois a cabeça deve ficar firmemente encostada na parte fixa, com pescoço reto e queixo afastado do peito, garantindo medida correta do comprimento.
- C)Deitar a criança no centro do infantômetro, descalça ou não, com a cabeça livre para movimentação e livre de adereços.
Errada, porque a criança deve ser posicionada adequadamente e com os pés descobertos e alinhados, não com a cabeça livre para movimentação.
- D)Deixar os ombros totalmente em contato com a superfície de apoio do infantômetro e os braços estendidos acima da cabeça.
Errada, porque os ombros não devem ficar totalmente apoiados nem os braços acima da cabeça, já que isso altera o alinhamento corporal e compromete a medida.
Gabarito: B
Na avaliação nutricional da criança, o jeito de medir muda conforme a idade. Em menores de 2 anos, o procedimento correto é aferir o comprimento com a criança deitada no infantômetro, porque nessa fase ela ainda não fica em pé com segurança para medir estatura. Isso faz parte da Vigilância Alimentar e Nutricional, que ajuda a acompanhar crescimento e identificar precocemente risco nutricional. O ponto principal é posicionar bem a criança: cabeça encostada na parte fixa do equipamento, corpo alinhado, pernas estendidas e pés em contato correto com a parte móvel. Assim, a medida fica confiável e comparável com os padrões de crescimento usados na atenção básica. A alternativa B está correta porque descreve exatamente a posição da cabeça: firmemente apoiada na parte fixa do equipamento, com o pescoço reto e o queixo afastado do peito. Esse alinhamento evita erro de medida por flexão cervical, que pode encurtar artificialmente o comprimento registrado. Na prática, a lógica é simples: bebê menor de 2 anos mede-se deitado, com o corpo bem posicionado; criança maior mede-se em pé, em estadiômetro. É aquele detalhe clássico de prova que mistura técnica com cuidado básico, mas a banca gosta justamente de cobrar essa precisão.