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Enfermagem · CONSULPLAN · 2023

Questão comentada de Enfermagem

A Sífilis é considerada uma doença infecciosa, de caráter sistêmico e de evolução crônica. A Sífilis congênita é um agravo de notificação compulsória, sendo considerada como verdadeiro evento marcador da qualidade de assistência à saúde materno-fetal; requer intervenção imediata, para que se reduza ao máximo a possibilidade de transmissão vertical. Sobre tal doença, assinale a afirmativa INCORRETA.

Gabarito: B

A sífilis na gestação é um tema clássico de prova porque mistura clínica, prevenção e cuidado pré-natal. O ponto central é simples: quanto mais cedo a infecção na gestante e quanto menor o controle do tratamento, maior o risco de transmissão para o feto. Por isso, o rastreio com VDRL no pré-natal é tão importante e não pode ser esquecido como quem esquece o guarda-chuva e depois reclama da chuva. Na sífilis, cada fase tem sinais próprios. O cancro duro é típico da fase primária, não da secundária. Já na fase secundária, o mais esperado são manifestações sistêmicas, como rash cutâneo, lesões em mucosas e condiloma lata. É exatamente por isso que a alternativa B está incorreta: ela trocou o achado da fase primária pela fase secundária. Em gestante, a sífilis pode causar abortamento tardio, natimorto, prematuridade e sífilis congênita. A transmissão vertical depende do estágio da doença materna e tende a ser maior quando a infecção é mais recente, porque há mais treponemas circulantes. Isso sustenta a gravidade do caso e a necessidade de tratar logo. Quanto ao pré-natal, a testagem no início do terceiro trimestre ajuda a garantir tempo hábil para tratar a gestante e concluir o esquema pelo menos 30 dias antes do parto, reduzindo risco de transmissão ao bebê. Esse cuidado é reforçado pelas diretrizes do Ministério da Saúde para sífilis na gestação e sífilis congênita.

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