O Diabetes mellitustipo 2 afeta a qualidade e o estilo de vida dos seus portadores. Estudos sugerem que os acometidos pela doença podem ter uma redução de quinze ou mais anos de vida, com a grande maioria morrendo em decorrência das complicações cardiovasculares. Diante desta realidade, há a necessidade de maior atenção no tocante às estratégias de prevenção, sobretudo para as populações de maior risco de desenvolvimento da doença. Para os portadores, mudanças comportamentais e tratamento farmacológico, quando necessário, são importantes fatores que contribuem para a melhoria da qualidade de vida desta população. Diante deste contexto, os fatores de risco modificáveis devem ser alvo de intervenção. São considerados fatores de risco modificáveis para o Diabetes mellitus tipo 2, EXCETO:
- A)Falta de prática de atividade física.
Correta, porque a falta de atividade física é um fator modificável e aumenta o risco para diabetes tipo 2.
- B)Presença de sobrepeso/obesidade.
Correta, porque sobrepeso e obesidade são fatores modificáveis importantes na prevenção e no controle do diabetes tipo 2.
- C)Comportamento alimentar inadequado.
Correta, porque o comportamento alimentar inadequado é modificável e tem forte relação com o desenvolvimento da doença.
- D)História familiar positiva para a doença.
Errada, porque história familiar positiva é fator de risco não modificável, já que não pode ser alterada por intervenção.
Gabarito: D
O diabetes mellitus tipo 2 é uma doença crônica muito ligada ao estilo de vida e aos hábitos do dia a dia. Por isso, na prevenção e no controle, a ideia é atacar os fatores que podem ser modificados, como sedentarismo, alimentação inadequada e excesso de peso. Essas medidas fazem parte do cuidado de enfermagem e da educação em saúde, porque ajudam a reduzir risco, complicações e piora do quadro. Na prática, quanto menos movimento e pior a qualidade da alimentação, maior a chance de resistência à insulina e de descontrole glicêmico. O sobrepeso e a obesidade também entram nessa conta, pois favorecem o surgimento e a progressão da doença. Ou seja, são pontos em que a intervenção pode agir diretamente. Já a história familiar positiva não depende da vontade do paciente, nem pode ser alterada por mudança de hábito ou tratamento. Ela é um fator de risco não modificável, usado para identificar maior predisposição, mas não entra no grupo dos fatores modificáveis. É por isso que o gabarito é a letra D. Em termos de raciocínio de prova, pense assim: se o fator pode ser mudado com intervenção, ele é modificável; se vem da genética ou da história familiar, ele não é. Essa lógica aparece com frequência em questões de DCNT e diabetes.