Uma mulher foi ao segundo exame pré-natal com diagnóstico de sífilis. Com base nesse quadro clínico, podemos inferir que os exames necessários para a confirmação deste caso são:
- A)VDRL e FTA-bs.
Correta, porque VDRL é não treponêmico e o FTA-Abs é treponêmico, formando a dupla usada na confirmação diagnóstica.
- B)Anti HIV e VDRL.
Errada, porque anti-HIV não confirma sífilis; ele serve para rastrear outra infecção, não o Treponema pallidum.
- C)VDRL e Anti HBS.
Errada, porque anti-HBs pesquisa imunidade ou infecção por hepatite B, não tem relação com a confirmação de sífilis.
- D)Anti HBS e FTA-bs.
Errada, porque anti-HBs não é exame para sífilis, mesmo com o FTA-Abs sendo um teste específico para essa infecção.
Gabarito: A
Na sífilis, o diagnóstico laboratorial costuma combinar dois tipos de teste: o não treponêmico e o treponêmico. O não treponêmico, como o VDRL, ajuda a rastrear e também a acompanhar a resposta ao tratamento, porque o título tende a cair após a terapia. Já o treponêmico, como o FTA-Abs, é usado para confirmar a infecção, pois detecta anticorpos mais específicos contra o Treponema pallidum. No pré-natal, isso ganha ainda mais importância, porque a sífilis na gestação pode trazer riscos sérios para a mãe e para o bebê, inclusive sífilis congênita. Por isso, o exame não pode ser tratado como mera formalidade de caderno: ele orienta conduta e proteção fetal. Em linhas gerais, a lógica é essa: um teste sugere, o outro confirma. Assim, o gabarito A está correto porque reúne justamente o VDRL e o FTA-Abs, que são os exames clássicos para investigação e confirmação da sífilis. Essa abordagem é compatível com a prática do pré-natal e com os manuais de vigilância e manejo da sífilis do Ministério da Saúde, que orientam a associação entre teste não treponêmico e treponêmico.