Saúde sexual é uma estratégia para a promoção da saúde e do desenvolvimento humano (COLEMAN, 2011) e integra aspectos somáticos, emocionais, intelectuais e sociais do ser sexual, de maneiras que são positivamente enriquecedoras e que melhoram a personalidade, a comunicação, o prazer e o amor (WHO, 1975). Geralmente, o termo “sexo seguro” é associado ao uso exclusivo de preservativos. Por mais que o uso de preservativos seja uma estratégia fundamental a ser sempre estimulada, ele possui limitações. Sobre a prevenção para uma prática sexual segura, são consideradas medidas importantes e complementares, EXCETO:
- A)Testar regularmente para HIV e outras ISTs.
Certa, porque a testagem regular para HIV e outras ISTs faz parte da prevenção combinada e ajuda no diagnóstico precoce.
- B)Imunizar para hepatites virais B e C e para HPV.
Errada, porque existe vacina para hepatite B e HPV, mas não para hepatite C, então a afirmação mistura algo verdadeiro com algo incorreto.
- C)Conhecer e ter acesso à anticoncepção e concepção.
Certa, porque conhecer e acessar métodos de anticoncepção e também de concepção integra a saúde sexual e reprodutiva.
- D)Realizar Profilaxia Pós-Exposição (PEP), quando indicado.
Certa, porque a PEP é uma medida importante de prevenção após exposição de risco, quando houver indicação.
Gabarito: B
Na prevenção de ISTs, o “sexo seguro” não se resume ao preservativo, embora ele seja peça-chave. A abordagem correta é combinar várias estratégias: testagem regular para HIV e outras ISTs, vacinação, acesso à contracepção, orientação sobre redução de riscos e, quando houver exposição, uso de profilaxias indicadas. É aquela lógica de “combo de proteção”, porque uma medida ajuda a cobrir a limitação da outra. A alternativa que foge do correto é a que fala em imunizar para hepatites virais B e C e para HPV. Isso porque existe vacina para hepatite B e para HPV, mas não há vacina para hepatite C. Então a frase fica errada por incluir uma imunização que não existe na prática clínica. Na saúde pública, hepatite C é prevenida com medidas de redução de risco e rastreio, não com vacina. As demais medidas estão alinhadas com as recomendações de prevenção combinada adotadas em saúde sexual e reprodutiva, incluindo testagem periódica e PEP quando indicada. Esse raciocínio aparece nas diretrizes do Ministério da Saúde e da OMS: prevenção sexual segura é multifatorial, não depende de uma única barreira.