Frequentemente utiliza-se a técnica de esparadrapagem – buddy tapping, no tratamento das fraturas de falange dos dedos do pé. Sobre tal técnica, é correto afirmar que:
- A)Baseia-se em imobilizar apenas um dedo.
Errada, porque o buddy taping imobiliza o dedo lesionado junto a um dedo adjacente, e não apenas um dedo isoladamente.
- B)É necessário proteger a região interdigital com gaze.
Certa, pois a região interdigital deve ser protegida com gaze para evitar atrito, maceração e lesão da pele entre os dedos.
- C)Não é necessário ensinar o paciente com o reforçar a esparadrapagem.
Errada, porque o paciente deve ser orientado a observar a fixação e a reforçá-la ou buscar ajuda se houver soltura, desconforto ou sinais de компромetimento.
- D)Na fratura de falange distal, a imobilização deve se estender até a articulação metatarsofalangeana.
Errada, porque a imobilização não precisa se estender automaticamente até a articulação metatarsofalangeana na fratura de falange distal.
Gabarito: B
A técnica de buddy taping, ou esparadrapagem, é usada para dar suporte a uma falange fraturada unindo o dedo lesionado a um dedo vizinho saudável. A lógica é simples: um dedo faz o papel de "tutor" do outro, ajudando a limitar movimentos dolorosos e evitar piora da lesão. Um ponto importante é que não se deve colar pele com pele sem proteção. Entre os dedos, a umidade e o atrito favorecem maceração, assadura e até lesões na pele, então a região interdigital deve ser protegida com gaze ou material macio antes da fixação com esparadrapo. É justamente isso que torna a alternativa B correta. Na prática, também é essencial orientar o paciente sobre como cuidar da imobilização, observar sinais de aperto excessivo, dor crescente, palidez ou formigamento, e quando procurar reavaliação. Em prova, a banca costuma cobrar esses cuidados de enfermagem e os detalhes técnicos da imobilização, porque um pequeno erro de proteção já compromete o curativo e o conforto do paciente. Em fraturas de falange distal, a imobilização não costuma se estender além do necessário, e a ideia não é deixar tudo rígido até articulações mais proximais sem motivo. O foco é estabilizar com segurança, preservando o máximo de função possível.