A alteração do quadro epidemiológico da Doença de Chagas (DC) no Brasil, em decorrência das ações de controle vetorial e transfusional a partir da década de 1970, promoveu mudanças nas ações e nas estratégias de vigilância. O risco de transmissão vetorial da DC persiste em função da existência de espécies de triatomíneos autóctones com elevado potencial de colonização, da presença de reservatórios de Trypanosoma cruzi, e da aproximação cada vez mais frequente das populações humanas a tais ambientes. São consideradas formas de transmissão de Trypanosoma cruzi para o ser humano, EXCETO
- A)Vertical.
Correta como forma de transmissão, porque o T. cruzi pode passar da mãe para o filho durante a gestação ou no parto.
- B)Vetorial.
Correta como forma de transmissão, pois o vetor triatomíneo é a via clássica de infecção humana.
- C)Via respiratória.
Errada, porque não existe transmissão habitual da Doença de Chagas por via respiratória.
- D)Por transplante de órgãos.
Correta como forma de transmissão, já que o parasita pode ser transmitido por transplante de órgãos infectados.
Gabarito: C
A Doença de Chagas é causada pelo Trypanosoma cruzi e pode chegar ao ser humano por mais de uma porta de entrada, então a banca gosta de cobrar essas vias com calma, sem pegadinha demais. As formas clássicas incluem a transmissão vetorial, quando o triatomíneo elimina o parasita próximo à pele ou mucosas, a transmissão vertical, da mãe para o bebê, e a transmissão por transplante de órgãos ou até por transfusão de sangue, embora esta última tenha ficado bem mais controlada com a triagem sorológica. Também pode ocorrer por via oral, em surtos associados a alimentos contaminados, como açaí e caldo de cana, em algumas situações epidemiológicas.