O diabetes mellitus tipo 1 (DM1) se caracteriza pela destruição das células beta-pancreáticas, determinando deficiência na secreção de insulina, o que torna essencial o uso deste hormônio como tratamento para prevenir cetoacidose; coma; eventos micro e macrovasculares; e, morte. O diagnóstico de DM1 é, geralmente, realizado em pacientes jovens (crianças, adolescentes e mesmo adultos jovens) com sinais e sintomas de hiperglicemia grave, tais como: poliúria; polidipsia; polifagia; noctúria; e,
- A)perda de peso inexplicada.
Certa: a perda de peso inexplicada é um sinal clássico de DM1 com hiperglicemia grave e deficiência de insulina.
- B)alterações no sistema renal.
Errada: alterações renais podem ocorrer como complicação crônica, mas não são o achado inicial típico do diagnóstico.
- C)alterações no sistema visual.
Errada: alterações visuais podem aparecer na hiperglicemia, mas não são o sinal mais característico que completa a descrição clínica.
- D)alterações no sistema cardiovascular.
Errada: alterações cardiovasculares são complicações de longo prazo, não o quadro típico inicial descrito no enunciado.
- E)ganho de peso de maneira lentificada.
Errada: ganho de peso não combina com a apresentação clássica de DM1 descompensado, que costuma cursar com emagrecimento.
Gabarito: A
O diabetes mellitus tipo 1 acontece quando o pâncreas perde a capacidade de produzir insulina por destruição das células beta. Sem insulina, a glicose até fica no sangue, mas não entra direito nas células, então o corpo passa a “queimar” gordura e músculo para tentar obter energia. Daí surgem os sintomas clássicos de hiperglicemia grave: poliúria, polidipsia, polifagia, noctúria e, muito frequentemente, perda de peso inexplicada. Essa perda de peso é um achado bem típico do DM1 porque, mesmo comendo mais, a pessoa não consegue aproveitar adequadamente a glicose. Além disso, a quebra de gordura e proteína acelera o emagrecimento. Em prova, quando a banca descreve um paciente jovem com muita sede, muito xixi e muita fome, o complemento clássico é exatamente a perda ponderal. O tratamento com insulina é essencial no DM1 porque não se trata apenas de controlar a glicemia, mas de evitar complicações agudas e crônicas, como cetoacidose, coma e danos micro e macrovasculares. É uma ideia central da doutrina em endocrinologia: sem insulina, o risco metabólico sobe rápido e o quadro pode descompensar de forma grave. Por isso, o gabarito é a alternativa A. Ela fecha o conjunto clássico de sinais do DM1 em fase de diagnóstico, especialmente em crianças, adolescentes e adultos jovens.