O Procedimento Operacional Padrão (POP) tem como objetivo manter o processo de padronização e minimização da ocorrência de desvios na execução da atividade responsável por uma cirurgia segura para todos os envolvidos na cirurgia: a equipe de enfermagem, engenharia clínica, serviço de controle de infecção hospitalar, higiene, central de desinfecção e esterilização de materiais, central de processamento de roupas, farmácia. Todos têm o compromisso de desenvolver e revisar constantemente seus POPs. Considerando que a divulgação da demarcação do local cirúrgico tem o objetivo de marcar o membro, a região, o lado ou o nível de localização em que será realizada a cirurgia ou o procedimento terapêutico invasivo, é correto afirmar que, EXCETO:
- A)Em crianças prematuras, deve-se realizar tatuagem indicando o órgão e a lateralidade.
Errada, porque em crianças prematuras não se utiliza tatuagem para demarcar local cirúrgico; a marcação deve seguir técnica segura e padronizada.
- B)A marcação deverá ser feita pelo cirurgião responsável ou algum médico que participará do procedimento, desde que ele esteja presente durante a técnica.
Certa, pois a marcação pode ser feita pelo cirurgião responsável ou por outro médico participante, desde que presente no procedimento.
- C)A marcação padronizada será feita próxima ao local, de forma a não deixar dúvidas e, suficientemente, permanente para continuar visível após a preparação da pele.
Certa, porque a marcação deve ser próxima ao local operatório e permanecer visível mesmo após a preparação da pele.
- D)Todo procedimento cirúrgico ou terapêutico invasivo que pode ter mais do que uma localização deverá ser demarcado antes do paciente ser encaminhado ao local do procedimento.
Certa, pois procedimentos com mais de uma possível localização devem ser demarcados antes do encaminhamento do paciente ao local da intervenção.
Gabarito: A
Na cirurgia segura, a demarcação do local operatório é uma etapa clássica de prevenção de erro. A lógica é simples: antes de começar, voce precisa deixar claro qual é o lado, o nível, o órgão ou a região que será operada, evitando troca de paciente, de lado ou de procedimento. Em geral, a marcação deve ser feita no local correto, de forma visível mesmo após a antissepsia, e por profissional habilitado que participe da cirurgia, com preferência para o cirurgião responsável. Esse cuidado faz parte dos protocolos de segurança do paciente e dialoga com as metas de cirurgia segura difundidas pela OMS e incorporadas em rotinas hospitalares e POPs. O objetivo não é enfeitar o prontuário, mas reduzir falhas humanas e a famosa confusão do tipo "era o joelho direito ou o esquerdo?". Na prática, o POP organiza quem faz, quando faz e como faz. O gabarito está na alternativa A porque, em crianças prematuras, não se faz tatuagem para indicar órgão e lateralidade. Isso é inadequado e incompatível com a técnica de demarcação segura, que deve ser feita de modo padronizado, visível e sem causar dano adicional ao paciente. Tatuagem não é método de marcação preconizado para cirurgia segura. As demais alternativas descrevem, em linhas gerais, a lógica correta do protocolo: a marcação deve ser feita por médico participante do procedimento, deve permanecer visível após a preparação da pele e deve ocorrer antes do paciente ser encaminhado ao local do procedimento.