Sobre o acolchoamento das talas/gessos com algodão, assinale a afirmativa INCORRETA.
- A)Fornece proteção contra ulcerações.
Certa, porque o acolchoamento reduz pressão e atrito, prevenindo ulcerações na pele.
- B)Não tem como função a proteção de nervos superficiais.
Errada, porque o algodão também protege nervos superficiais e outras áreas sensíveis da pressão do gesso/tala.
- C)Evita queimaduras durante o processo de secagem do gesso.
Certa, pois o acolchoamento ajuda a atenuar o calor gerado na secagem do gesso, reduzindo risco de queimaduras.
- D)Quando aplicado em excesso pode causar desvio secundário da fratura.
Certa, já que o excesso de acolchoamento pode comprometer a estabilidade e favorecer desvio secundário da fratura.
Gabarito: B
Quando a gente acolchoa uma tala ou um gesso com algodão, a ideia é simples: deixar o material mais seguro e mais confortável para a pele e para as saliências ósseas. Esse acolchoamento ajuda a evitar pontos de pressão, reduz o atrito e protege a pele de lesões por compressão. Em outras palavras, ele funciona como uma “almofada” entre o gesso/tala e o corpo. Também é importante lembrar que o algodão contribui para proteger estruturas mais delicadas, como nervos superficiais e áreas de pouca cobertura de tecido, além de ajudar a diminuir o risco de queimaduras durante a secagem do gesso, já que a reação de endurecimento pode gerar calor. Por isso, a técnica correta faz diferença para prevenir complicações. Se o acolchoamento for exagerado, ele pode atrapalhar a boa moldagem e até favorecer desvio secundário da fratura, porque o conjunto fica menos estável do que deveria. Então, nem pouco demais, nem algodão em excesso: o segredo é equilíbrio e técnica. O gabarito é a letra B porque ela afirma o contrário do que se espera desse material. O acolchoamento tem, sim, função de proteger nervos superficiais, além de prevenir ulcerações e queimaduras. Na prática assistencial e nos cuidados de imobilização, essa proteção é parte essencial da segurança do paciente.