Considerando que a vigilância epidemiológica envolve coleta, processamento, análise e interpretação dos dados referentes aos casos de hanseníase e seus contatos, a partir do diagnóstico de um caso da doença deve ser feita, de imediato, a sua investigação epidemiológica, tornando a vigilância dos contatos muito importante. O Ministério da Saúde considera como contatos “toda e qualquer pessoa que resida ou tenha residido, conviva ou tenha convivido, com o doente de hanseníase, no âmbito domiciliar, nos últimos ____________ anteriores ao diagnóstico da doença, podendo ser familiar ou não”. Assinale a alternativa que completa corretamente a afirmativa anterior.
- A)seis meses
Errada, porque 6 meses é um período muito curto para a definição de contato em hanseníase.
- B)doze meses
Errada, porque 12 meses também não corresponde ao intervalo adotado pelo Ministério da Saúde para esse rastreamento.
- C)três anos
Errada, porque 3 anos não é o prazo oficial usado para caracterizar os contatos domiciliares na hanseníase.
- D)cinco anos
Certa, porque o Ministério da Saúde define como contato domiciliar a pessoa que conviveu com o caso nos últimos 5 anos antes do diagnóstico.
Gabarito: D
Na hanseníase, a vigilância epidemiológica não termina no diagnóstico do caso. A partir da identificação do doente, a equipe deve investigar os contatos domiciliares, porque essa é a melhor forma de interromper a cadeia de transmissão e descobrir casos ainda sem diagnóstico. Isso inclui pessoas que moram ou já moraram com o paciente, convivendo no ambiente domiciliar, mesmo que não sejam parentes. O ponto central da questão é o recorte temporal usado pelo Ministério da Saúde para definir esses contatos. Para hanseníase, considera-se contato quem conviveu no âmbito domiciliar com o caso nos últimos 5 anos antes do diagnóstico. Em outras palavras, o MS olha para um período relativamente longo, porque a doença tem evolução lenta e o contato relevante pode ter ocorrido bem antes da confirmação do caso. Por isso, o gabarito é a alternativa D. Esse critério é adotado nas orientações do Ministério da Saúde para vigilância, exame de contatos e monitoramento de hanseníase, justamente para ampliar a busca ativa e não perder pessoas expostas que ainda podem adoecer. Em prova, quando aparecer hanseníase e contato intradomiciliar, pense em vigilância ativa e em período de 5 anos.