A atenção básica realiza prioritariamente ações de prevenção e detecção precoce e atua, em relação ao câncer de mama, nos quatro níveis de prevenção. Em relação à prevenção secundária, realiza-se rastreamento mamográfico conforme indicação e coordena o cuidado dos casos positivos, fazendo a ponte com outros pontos da Rede de Atenção à Saúde quando necessário e apoiando a família de forma integral; dá atenção às queixas de alterações reportadas e realiza a investigação necessária visando à detecção precoce, encaminhando para a atenção especializada quando indicado. A faixa de idade preconizada pelo Ministério da Saúde, para rastreio do câncer de mama em mulheres, é de:
- A)40 a 64 anos.
Errada, porque a faixa de 40 a 64 anos não corresponde ao rastreamento mamográfico de rotina preconizado pelo Ministério da Saúde.
- B)40 a 69 anos.
Errada, porque 40 a 69 anos amplia indevidamente a idade inicial do rastreamento populacional.
- C)50 a 64 anos.
Errada, porque 50 a 64 anos reduz a faixa etária recomendada e deixa de contemplar mulheres até 69 anos.
- D)50 a 69 anos.
Certa, porque o Ministério da Saúde preconiza o rastreamento mamográfico em mulheres de 50 a 69 anos.
Gabarito: D
Na prevenção secundária do câncer de mama, o foco é descobrir a doença o mais cedo possível, antes de ela dar trabalho. Na prática, isso inclui rastreamento mamográfico e investigação rápida de alterações suspeitas, para encaminhar sem demora quando houver indicação. A atenção básica tem papel central nisso: ela identifica, orienta, acompanha e faz a ponte com a rede quando o caso exige atendimento especializado. Pelo Ministério da Saúde, o rastreamento mamográfico de rotina é preconizado para mulheres de 50 a 69 anos, em geral a cada 2 anos, por ser a faixa etária em que o exame traz melhor equilíbrio entre benefício e risco no rastreamento populacional. É isso que a questão cobra quando fala da faixa de idade preconizada para rastreio. Por isso, o gabarito é a letra D. As alternativas que ampliam a faixa para 40 anos ou mais misturam rastreamento com situações individuais de maior risco ou investigação clínica, mas não correspondem à recomendação de rotina do Ministério da Saúde para a população geral. Em resumo: prevenção secundária não é esperar aparecer um nódulo enorme para correr atrás. É rastrear na faixa certa, interpretar o achado e organizar o cuidado com rapidez. E, nesse tema, memorize o combo clássico do MS: 50 a 69 anos.