MAS, 75 anos, manifesta os seguintes sinais vitais: frequência cardíaca 147 bpm; pressão arterial; e, 96 x 54 mmHg. É possível afirmar que este paciente se apresenta, respectivamente:
- A)Bradicárdico e hipotenso.
Errada, porque 147 bpm não é bradicardia, e 96 x 54 mmHg não é um quadro de hipertensão.
- B)Taquicárdico e hipotenso.
Certa, porque 147 bpm caracteriza taquicardia e 96 x 54 mmHg indica hipotensão.
- C)Taquicárdico e hipertenso.
Errada, porque a frequência está alta, mas a pressão arterial está baixa, não elevada.
- D)Normocárdio e hipertenso.
Errada, porque 147 bpm não é normocardia e 96 x 54 mmHg não é hipertensão.
- E)Taquicárdio e hipertérmico.
Errada, porque o dado apresentado é frequência cardíaca e pressão arterial, não temperatura, então não há como concluir hiperpirexia.
Gabarito: B
Para interpretar sinais vitais, o caminho é simples: veja primeiro a frequência cardíaca e depois a pressão arterial. Em adultos, uma frequência cardíaca acima de 100 bpm já caracteriza taquicardia. Como o paciente tem 147 bpm, ele está claramente taquicárdico, sem margem para dúvida. Já a pressão arterial de 96 x 54 mmHg está abaixo do padrão de normalidade, indicando hipotensão, especialmente pelo valor sistólico reduzido e pela diastólica baixa. Na prática de enfermagem, essa leitura rápida dos sinais vitais ajuda a identificar instabilidade hemodinâmica e a necessidade de avaliação imediata. Em idosos, essa atenção é ainda mais importante, porque alterações circulatórias podem aparecer com mais impacto clínico. Não existe aqui nenhum sinal de bradicardia, normocardia, hipertensão ou febre, então não há espaço para confusão se você lembrar dos pontos de corte básicos. Por isso, o gabarito B está correto: o paciente está taquicárdico e hipotenso. É uma questão de reconhecimento direto dos parâmetros vitais, bem no estilo clássico de prova da CONSULPLAN.