A teoria da geração espontânea ou abiogênese afirmava que os seres vivos se formavam a partir de materiais não vivos e que a vida brotaria espontaneamente em determinadas condições. Porém, diversos cientistas demonstraram que a teoria da geração espontânea estava errada. Como por exemplo o cientista francês Louis Pasteur, que conseguiu resultados que negaram a abiogênese e comprovaram a teoria da biogênese. Podemos considerar que no experimento Pasteur utilizou:
- A)Matéria em decomposição e lodos de margem de rios.
Errada, porque matéria em decomposição foi usada em antigas ideias sobre geração espontânea, mas não no experimento clássico de Pasteur.
- B)Dois frascos contendo carne, um tampado com gaze e algodão e o outro destampado.
Errada, porque frascos com carne e coberturas como gaze e algodão remetem mais a experiências de outros cientistas, não ao teste de Pasteur.
- C)Observação de frutos contendo ovos de insetos, que formavam larvas e entravam nos frutos.
Errada, porque essa descrição lembra observações sobre insetos e larvas, relacionadas a outra discussão experimental, e não ao método de Pasteur.
- D)O “pescoço de cisne”, um balão de vidro de pescoço comprido, com caldo nutritivo em seu interior.
Certa, porque o experimento de Pasteur usou o frasco de pescoço de cisne com caldo nutritivo para impedir a contaminação por microrganismos do ar.
Gabarito: D
A questão cobra um clássico da História da Ciência: a disputa entre abiogênese e biogênese. A abiogênese dizia que a vida surgia sozinha a partir de matéria sem vida, enquanto a biogênese mostrou que todo ser vivo vem de outro ser vivo. No século XIX, Louis Pasteur fez um experimento elegante e simples, quase uma “armadilha” para os microrganismos, e derrubou a ideia da geração espontânea. No experimento de Pasteur, o caldo nutritivo ficava em um frasco de pescoço de cisne. Esse formato permitia a entrada de ar, mas impedia que partículas e microrganismos chegassem ao caldo. Resultado: o líquido permanecia estéril enquanto o pescoço continuava intacto. Quando o frasco era inclinado ou o pescoço era quebrado, o caldo contaminava. Ou seja, não era a vida surgindo do nada, e sim microrganismos vindos do ambiente. Por isso, o gabarito é a alternativa D. Ela descreve exatamente o balão de vidro com pescoço comprido e caldo nutritivo, que é o experimento mais famoso de Pasteur. Em termos doutrinários de Biologia e Fisiologia, esse experimento é um marco na comprovação da biogênese e na refutação da abiogênese. Se a banca mencionar Pasteur, pense logo em “pescoço de cisne” e em caldo que não se contamina sozinho. É um daqueles casos em que a ciência fez a vida perder para a lógica.