A segregação dos resíduos gerados pelos profissionais de serviços de saúde deve ser realizada em seu local de origem, respeitando as características físicas, químicas, biológicas e radiológicas do resíduo. Sendo assim, é essencial saber como são classificados os Resíduos de Serviço de Saúde (RSS), para que o descarte aconteça de maneira adequada, minimizando, assim, os impactos à saúde pública e ambiental. Considerando a classificação dos resíduos, características principais e potencial de risco, assinale a alternativa correta.
- A)Grupo A – Resíduos Perfurocortantes: perfurantes, cortantes e abrasivos. Devem ser descartados imediatamente após o uso ou necessidade de descarte, em recipientes de paredes rígidas, resistentes à punctura, ruptura e vazamento, resistentes ao processo de esterilização, com tampa, devidamente identificados com o símbolo internacional de risco biológico.
Errada, porque resíduos perfurocortantes são classificados como Grupo E, e não Grupo A.
- B)Grupo B – Rejeitos Radioativos: são os materiais resultantes de atividades humanas que contenham radionuclídeos em quantidades superiores aos limites de eliminação especificados nas normas da CNEN e para os quais a reutilização é imprópria, ou não prevista.
Errada, porque rejeitos radioativos pertencem ao Grupo C, conforme a classificação dos RSS.
- C)Grupo C – Resíduo Biológico: são os resíduos que, possivelmente, têm agentes biológicos que, por suas características de maior virulência ou concentração, podem apresentar risco de infecção.
Errada, porque resíduos com potencial de contaminação biológica são do Grupo A, e não do Grupo C.
- D)Grupo D – Resíduos equiparados aos domiciliares e os recicláveis: resíduos provenientes de assistência à saúde que não apresentam risco à saúde ou ao meio ambiente, podendo ser equiparados aos resíduos domiciliares.
Certa, porque o Grupo D reúne resíduos equiparados aos domiciliares e recicláveis, sem risco relevante à saúde ou ao meio ambiente.
Gabarito: D
Na gestão de Resíduos de Serviços de Saúde, a ideia central é simples: cada lixo vai para a sua caixinha certa, no local onde foi gerado. Isso evita mistura indevida, reduz risco de infecção, acidentes e também protege o meio ambiente. A classificação mais cobrada em prova segue a RDC ANVISA nº 222/2018 e a Resolução CONAMA nº 358/2005. Os grupos são, em resumo: A para resíduos com risco biológico, B para resíduos químicos, C para rejeitos radioativos, D para resíduos comuns equiparados aos domiciliares e recicláveis, e E para perfurocortantes. Repare que a banca adora trocar esses rótulos para ver se você está atento. É quase um jogo de “quem vai confundir quem primeiro”. A alternativa D está correta porque descreve exatamente o Grupo D: resíduos que não apresentam risco biológico, químico ou radiológico relevante e podem ser comparados aos resíduos domiciliares, incluindo materiais recicláveis quando cabível. Exemplos comuns são papel, restos de alimento e outros resíduos sem contaminação. Então, se o enunciado fala em resíduos sem risco à saúde ou ao meio ambiente, com perfil semelhante ao lixo comum, pense logo em Grupo D. Já os perfurocortantes não são Grupo A, os radioativos não são Grupo B, e o biológico não é Grupo C. Essa troca de letras é a armadilha clássica.