O teste para a quantificação da carga viral do HIV (CV-HIV) visa o monitoramento da evolução clínica das pessoas infectadas pelo vírus da Aids; análise do momento ideal para a introdução de terapias com antirretrovirais; e, efetividade do tratamento de uma pessoa vivendo com HIV. Nos pacientes em uso de terapia antirretroviral (TARV), o foco do monitoramento laboratorial deve ser a CV-HIV para avaliar a eficácia da terapia. Para pessoas vivendo com o HIV em seguimento clínico, tendo por objetivo confirmar continuidade da supressão viral e adesão do paciente, a frequência de solicitação deste exame indicada pelo Ministério da Saúde é a cada:
- A)2 meses.
Errada, porque 2 meses é um intervalo curto demais para o seguimento rotineiro de quem já está em supressão viral.
- B)4 meses.
Errada, porque 4 meses não é a periodicidade padronizada pelo Ministério da Saúde para esse monitoramento.
- C)6 meses.
Certa, porque a carga viral deve ser solicitada a cada 6 meses para confirmar supressão viral e adesão ao tratamento.
- D)10 meses.
Errada, porque 10 meses foge do intervalo recomendado e pode atrasar a identificação de falha terapêutica.
- E)24 meses.
Errada, porque 24 meses é um prazo longo demais para acompanhar adequadamente a resposta ao tratamento.
Gabarito: C
A carga viral do HIV é um dos principais exames de monitoramento da pessoa vivendo com HIV, porque mostra se o vírus está controlado e se a terapia antirretroviral está funcionando de verdade. Em outras palavras: o exame ajuda a verificar adesão, eficácia do tratamento e risco de falha terapêutica, sem ficar no achismo. Quando a pessoa está em seguimento clínico e com supressão viral, o Ministério da Saúde orienta a solicitação da CV-HIV a cada 6 meses. Isso permite confirmar que o vírus continua indetectável e que o tratamento segue estável. Portanto, o gabarito é a letra C, pois a periodicidade recomendada para esse acompanhamento de rotina é semestral.