A orientação alimentar compõe o conjunto de ações de promoção da saúde e prevenção de agravos pelas Doenças Cardiovasculares (DCV). Baseado nisto, foi elaborada a Alimentação Cardioprotetora Brasileira para pessoas com DCV, que já sofreram um evento cardiovascular (infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral ou doença vascular periférica). De acordo com tal tipo de alimentação, são considerados alimentos cardioprotetores, EXCETO:
- A)Fibras.
Certa, porque as fibras são importantes na proteção cardiovascular, ajudando no controle do colesterol e do intestino.
- B)Minerais.
Certa, porque minerais como potássio, magnésio e cálcio participam da saúde cardiovascular e do equilíbrio metabólico.
- C)Vitaminas.
Certa, porque vitaminas fazem parte de uma alimentação protetora e contribuem para o funcionamento adequado do organismo.
- D)Antioxidantes.
Certa, porque antioxidantes ajudam a combater o estresse oxidativo, associado ao dano vascular e à aterosclerose.
- E)Ultraprocessados.
Errada, porque ultraprocessados não são cardioprotetores e, em geral, devem ser evitados por terem baixa qualidade nutricional e excesso de sódio, açúcar e gorduras ruins.
Gabarito: E
A Alimentação Cardioprotetora Brasileira foi criada para ajudar pessoas com doença cardiovascular a reduzirem riscos e manterem uma dieta mais favorável ao coração. A ideia é simples: priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, com bom teor de fibras, vitaminas, minerais e compostos antioxidantes, que colaboram com o controle da pressão, do colesterol e da inflamação. Tudo isso conversa muito bem com a prevenção de novos eventos cardiovasculares. Nesse tipo de orientação, o foco não é em "comer menos por comer menos", mas em escolher melhor. Fibras ajudam no controle glicêmico e do colesterol; vitaminas e minerais participam do funcionamento adequado do organismo; antioxidantes contribuem para reduzir o estresse oxidativo, que tem relação com a progressão da aterosclerose. Ou seja, são aliados do coração, e não enfeite de cardápio. Já os ultraprocessados seguem na direção oposta: costumam ter excesso de sódio, açúcares, gorduras ruins, aditivos e pouca qualidade nutricional. Por isso, não entram como alimentos cardioprotetores. Em diretrizes e materiais do Ministério da Saúde sobre alimentação saudável e prevenção de DCV, a orientação é justamente limitar esse grupo e valorizar alimentos frescos e preparados de forma simples. Então, a questão é direta: entre as opções, a única que não representa alimento cardioprotetor é a dos ultraprocessados. É o clássico caso em que a banca coloca um vilão disfarçado de item da lista para ver se você está atento.