Alguns fatores de risco são alvos de intervenção para o controle da hipertensão arterial, dentre eles está o consumo de bebidas alcóolicas. De acordo com as atuais recomendações da Sociedade Brasileira de Cardiologia, para os indivíduos que consomem bebidas alcoólicas e para que tenham redução na pressão arterial, a ingestão diária de álcool não deve ultrapassar
- A)30 g.
Correta: 30 g/dia é o limite recomendado para redução da pressão arterial em quem consome álcool.
- B)quatro taças de vinho de 250 ml.
Errada: quatro taças de vinho de 250 ml representam uma quantidade muito acima do limite recomendado.
- C)duas garrafas de cervejas de 600 ml.
Errada: duas garrafas de cerveja de 600 ml excedem bastante a ingestão diária segura para controle pressórico.
- D)duas doses, ou seja, 60 ml de destilados como uísque, vodka ou aguardente.
Errada: duas doses de destilados somam volume suficiente para ultrapassar o teto diário indicado.
Gabarito: A
Na hipertensão arterial, o álcool entra na lista dos fatores de risco modificáveis. Ou seja, não adianta só tratar com remédio e esquecer o que está no copo: reduzir ou limitar a ingestão alcoólica pode ajudar de verdade a baixar a pressão. A Sociedade Brasileira de Cardiologia orienta que, para quem bebe e quer reduzir a pressão arterial, o consumo diário não deve passar de 30 g de álcool etílico, em geral associado a uma conduta ainda mais restritiva em mulheres e em pessoas com maior risco cardiovascular. Na prática, 30 g de álcool correspondem aproximadamente a uma dose moderada por dia, dependendo da bebida e do teor alcoólico. O importante aqui é entender que a recomendação é em gramas de álcool puro, não em volume de bebida. Por isso, a banca gosta de confundir com taças, garrafas e doses, porque o volume engana fácil. O gabarito é a letra A porque ela traz exatamente o limite de 30 g. As demais alternativas descrevem quantidades de bebida que, na prática, ultrapassam esse teto com folga. Em prova, fique atento: quando a questão falar em álcool e pressão arterial, pense em moderação e em limite diário em gramas, como orienta a diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia.