As síndromes hipertensivas na gestação constituem algumas das principais causas de mortalidade materna e perinatal em todo o mundo e a pré-eclâmpsia a principal causa de prematuridade eletiva no Brasil. Sabendo que a gravidez pode induzir hipertensão arterial em mulher previamente normotensa ou agravar uma hipertensão preexistente, a pré-eclâmpsia é definida como a pressão arterial sistólica ≥ 140 mmHg ou pressão arterial diastólica ≥ 90 mmHg, ou ambas, na gestante
- A)em qualquer período gestacional e frequentemente com proteinúria.
Errada, porque a pré-eclâmpsia não ocorre em qualquer período gestacional, mas tipicamente após 20 semanas.
- B)em geral após 20 semanas de gestação e frequentemente com proteinúria.
Certa, porque descreve a pré-eclâmpsia como hipertensão que surge após 20 semanas e frequentemente vem acompanhada de proteinúria.
- C)que tenha histórico de estado hipertensivo registrado antes do início da gestação.
Errada, porque histórico hipertensivo antes da gestação sugere hipertensão crônica, não pré-eclâmpsia.
- D)que esteja próximo o período do parto; porém, que não se normaliza no pós-parto.
Errada, porque esse quadro remete a hipertensão relacionada ao período periparto e não define a pré-eclâmpsia.
Gabarito: B
A pré-eclâmpsia é uma das síndromes hipertensivas da gestação e aparece, em regra, depois da 20ª semana, em gestante previamente normotensa ou com piora importante do quadro hipertensivo. O ponto clássico da definição é a presença de pressão arterial igual ou maior que 140/90 mmHg associada, com frequência, à proteinúria, embora hoje também se reconheçam outros sinais de lesão de órgãos-alvo. Em prova, a ideia central é: hipertensão que surge na segunda metade da gestação, e não uma hipertensão antiga já conhecida. Por isso, o gabarito é a letra B. Ela traduz exatamente o cenário típico da pré-eclâmpsia: instalação após 20 semanas de gestação e associação frequente com proteinúria. Esse é o padrão cobrado em concursos, inclusive quando a banca simplifica a definição para facilitar a identificação do quadro. Já as alternativas que falam em qualquer fase da gestação ou em hipertensão já existente costumam apontar para outros diagnósticos ou para hipertensão crônica na gestante. A lógica é separar bem: pré-eclâmpsia é hipertensão que surge na gestação, geralmente após a metade da gravidez, e não uma condição prévia ou necessariamente periparto. Essa classificação é compatível com as diretrizes obstétricas usuais do tema.