A administração de medicamentos por via intradérmica consiste na aplicação de medicação entre a derme e a epiderme; considerando ser um tecido pouco distensível, só deve ser realizada aplicação de uma pequena quantidade de volume variando entre:
- A)0,1 a 0,5 ml.
Correta: a via intradérmica comporta apenas pequeno volume, geralmente entre 0,1 e 0,5 mL.
- B)0,5 a 1,5 ml.
Errada: esse volume já é grande demais para a via intradérmica e pode comprometer a técnica.
- C)1 a 3 ml.
Errada: 1 a 3 mL é volume incompatível com a via intradérmica.
- D)3 a 5 ml.
Errada: 3 a 5 mL é muito acima do recomendado para aplicação intradérmica.
Gabarito: A
A via intradérmica é usada quando se quer depositar o medicamento entre a epiderme e a derme, em uma camada muito superficial da pele. Como esse tecido é pouco distensível, o volume aplicado precisa ser bem pequeno, senão o líquido extravasa ou forma uma lesão maior do que o esperado. Por isso, essa via é clássica para testes de sensibilidade e prova tuberculínica, justamente porque trabalha com pequenas quantidades e permite observar uma reação local bem definida. Na prática de enfermagem, o ponto principal aqui é lembrar que a via intradérmica não foi feita para grandes volumes, e sim para aplicações mínimas e precisas. O limite usual cobrado em prova é de 0,1 a 0,5 mL. Acima disso, já foge da técnica correta e da própria anatomia do local de aplicação. Então, o gabarito A está correto porque traz exatamente a faixa de volume aceita para essa via. As outras alternativas aumentam demais o volume e confundem a intradérmica com vias que toleram maior quantidade de medicamento, como a subcutânea ou a intramuscular.