Os sinais vitais são medidas procuradas por profissionais de saúde para avaliar as funções básicas do corpo humano. Considerando que, ao examinar os sinais vitais de um paciente é necessário observar variações que podem acontecer de acordo com a atividades e a hora do dia examinado, assinale a afirmativa INCORRETA.
- A)A pressão arterial pode diminuir durante o sono e oscilar ao longo do dia.
Correta: a pressão arterial pode realmente diminuir durante o sono e variar ao longo do dia.
- B)A frequência cardíaca pode diminuir durante o sono e aumentar durante o dia em resposta às atividades e estresse.
Correta: a frequência cardíaca tende a cair no sono e aumentar com atividade e estresse.
- C)A temperatura corporal diurna varia de 0,5° a 1° C, sendo menor durante o sono, maior ao final da tarde e no início da noite.
Correta: a temperatura corporal varia ao longo do dia, sendo menor no sono e maior no fim da tarde/início da noite.
- D)A diferença de 5 a 10 mmHg entre os braços é comum; a pressão sistólica é, geralmente, 10 mmHg menor nas pernas do que nos braços.
Incorreta: diferença entre os braços não é algo simplesmente comum nessa faixa, e a pressão sistólica nas pernas costuma ser maior, não menor, do que nos braços.
Gabarito: D
Os sinais vitais não são números “parados no tempo”: eles variam conforme horário, sono, atividade física, dor, estresse e até o ambiente. Por isso, ao medir pressão arterial, frequência cardíaca, temperatura e outros parâmetros, o profissional precisa considerar o contexto do paciente, e não apenas o valor isolado. De modo geral, a pressão arterial pode cair durante o sono e oscilar ao longo do dia, acompanhando o ritmo circadiano. A frequência cardíaca também tende a reduzir no sono e a subir com esforço, ansiedade e estresse. Já a temperatura corporal costuma ser mais baixa de madrugada e no sono, aumentando no fim da tarde e no início da noite, o que é esperado fisiologicamente. A alternativa incorreta é a D porque traz uma comparação que não corresponde ao padrão normal: uma diferença de 5 a 10 mmHg entre os braços não é considerada comum, pois diferenças persistentes e maiores merecem investigação. Além disso, a pressão sistólica nas pernas costuma ser maior, e não menor, do que nos braços, devido à fisiologia da circulação e à maior pressão necessária para perfundir os membros inferiores. Na prática, isso cai bastante em prova porque a banca gosta de misturar um fato verdadeiro com uma informação invertida no final. Aqui, o “detalhe traiçoeiro” é justamente a relação braços x pernas, que está trocada.