A Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA) é destinada à reabilitação imediata do cliente após a saída da sala de cirurgia. É considerado cuidado do técnico em enfermagem na SRPA:
- A)Monitorar sinais vitais, dor e nível de consciência.
Correta, porque na SRPA o técnico deve monitorar sinais vitais, dor e nível de consciência do paciente no pós-anestésico imediato.
- B)Conferir medicações do carro de parada e sua data de validade.
Errada, porque conferência de carro de parada é tarefa de rotina institucional da equipe, não sendo o cuidado típico descrito para a SRPA.
- C)Passar sonda vesical de demora, caso o cliente apresente bexigoma.
Errada, porque passagem de sonda vesical é um procedimento invasivo que depende de indicação e competência técnica específica, não sendo cuidado padrão do técnico nessa situação.
- D)Administrar, em caso de dor, analgésicos não prescritos pelo médico.
Errada, porque o técnico não pode administrar analgésico sem prescrição médica, já que medicação deve seguir prescrição e normas institucionais.
- E)Realizar tricotomia em torno da região em que foi realizada a cirurgia.
Errada, porque tricotomia é medida pré-operatória e não cuidado da recuperação pós-anestésica.
Gabarito: A
A Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA) é o setor em que o paciente fica logo após a cirurgia, ainda sob efeito da anestesia, e por isso precisa de vigilância contínua. Nesse momento, o técnico em enfermagem atua principalmente na observação e no cuidado básico, sempre sob supervisão da enfermagem, acompanhando sinais vitais, nível de consciência, dor, respiração, saturação e possíveis intercorrências. É um período em que o paciente ainda pode mudar rápido, então atenção aqui vale ouro. O cuidado mais clássico e esperado na SRPA é exatamente monitorar sinais vitais, dor e nível de consciência, porque esses parâmetros mostram se o paciente está despertando bem, se há risco de depressão respiratória, sangramento, choque ou outras complicações do pós-operatório imediato. Na prática, a SRPA é uma área de vigilância intensa, não de procedimentos invasivos complexos feitos por conta própria. Por isso, a alternativa A está correta. Ela descreve uma atribuição típica do técnico em enfermagem nesse ambiente: observar, registrar e comunicar alterações. Essa lógica bate com as rotinas assistenciais e com a Lei nº 7.498/1986 e o Decreto nº 94.406/1987, que permitem ao técnico executar ações de assistência de enfermagem sob orientação e supervisão do enfermeiro. As demais opções misturam funções que não pertencem ao cuidado rotineiro da SRPA ou extrapolam a atuação do técnico, como prescrição medicamentosa, passagem de sonda vesical sem indicação e sem protocolo, ou procedimentos pré-operatórios. Em concurso, a banca gosta de trocar vigilância e monitoramento por atos mais invasivos para ver se você pisa no tomate.