Sobre o procedimento de aferição da glicemia capilar, analise as afirmativas a seguir. I. Não é necessário colocar luvas de procedimento. II. Verificar se o aparelho de leitura está calibrado e pronto para o procedimento. III. Fazer uma leve pressão na ponta do dedo escolhido de modo a favorecer o seu enchimento capilar. IV. Limpar a polpa digital de eleição do paciente com algodão embebido no álcool a 70% e, logo em seguida, fazer a punção na ponta do dedo para a coleta da gota de sangue. Em relação à técnica correta e os cuidados para a realização do procedimento está correto o que se afirma apenas em
- A)I e III.
A alternativa sustenta que você pode dispensar luvas e que uma leve pressão no dedo ajuda a obter sangue capilar. A parte das luvas está incorreta: a glicemia capilar envolve contato com sangue e exige precauções padrão, com uso de luvas de procedimento. Já a compressão leve do dedo pode ser usada para favorecer o fluxo capilar, desde que sem espremer excessivamente o local.
- B)II e III.
A alternativa reúne a checagem prévia do aparelho e a manobra de leve pressão para favorecer o enchimento capilar. Antes da punção, você deve confirmar se o glicosímetro está pronto para uso, com bateria, tiras e configuração adequadas, e a massagem suave do dedo ajuda a obter a gota de sangue sem traumatizar o local. Por isso, são os dois cuidados compatíveis com a técnica correta.
- C)II e IV.
A alternativa propõe que, além de verificar o aparelho, você pode limpar o dedo com álcool 70% e punçar imediatamente a ponta. Embora a verificação do aparelho seja correta, a punção não deve ser feita enquanto o álcool ainda está úmido, porque isso pode diluir a amostra e aumentar a sensação de ardor; o ideal é aguardar a secagem e preferir a lateral da polpa digital. O erro está no momento e no modo da antissepsia, que foram descritos de forma inadequada.
- D)I, II e III.
A alternativa combina a dispensa de luvas, a checagem do aparelho e a pressão leve no dedo. Mesmo que a checagem do glicosímetro e a pressão suave sejam compatíveis com a técnica, a primeira afirmativa contraria as precauções padrão, pois há risco de contato com sangue durante a punção. Como ela inclui essa premissa incorreta, o conjunto não se sustenta.
- E)I, II e IV.
A alternativa junta a dispensa de luvas, a checagem do aparelho e a limpeza com álcool seguida de punção imediata. O preparo do glicosímetro é adequado, mas não se deve abrir mão das luvas nem punçar antes de o álcool secar, sob pena de comprometer a coleta e a segurança do paciente e do profissional. Assim, o problema está nas medidas de biossegurança e na antissepsia mal descritas.
Gabarito: B
A aferição da glicemia capilar parece simples, mas cobra alguns detalhes que a banca adora virar do avesso. O primeiro ponto é a segurança: o procedimento exige luvas de procedimento, porque há risco de contato com sangue. Então, quando a afirmativa diz que não é necessário usar luvas, ela escorrega feio. Outro cuidado básico é conferir se o aparelho de leitura está pronto para uso, com tira reagente compatível, bateria e calibração/checagem conforme o fabricante e a rotina do serviço. Em prova, isso costuma aparecer como item correto porque faz parte da preparação técnica do procedimento. A leve pressão na ponta do dedo pode ser usada com cuidado para favorecer o enchimento capilar, mas sem espremer demais, porque compressão exagerada pode diluir a amostra com líquido intersticial e alterar o resultado. Ou seja: é pressão leve, não é transformar o dedo em torneira. Já a limpeza com álcool 70% exige atenção: deve-se limpar a polpa digital e aguardar a secagem completa antes da punção. Punção imediata após o álcool é erro clássico, pois pode interferir na amostra e causar desconforto ao paciente. Por isso, o gabarito B está correto, pois as afirmativas II e III são as adequadas.