A administração de medicação intramuscular, uma prática fundamental na assistência à saúde, deve ser aplicada dentro do músculo, cujas substâncias ficam armazenadas em profundidade. São considerados fatores que contraindicam o uso da via intramuscular em pacientes, EXCETO:
- A)Região com prótese.
Correta como contraindicação, pois região com prótese pode alterar a anatomia local e aumentar o risco de lesão ou má aplicação.
- B)Pacientes que usam anticoagulante.
Correta como contraindicação relativa, porque pacientes em uso de anticoagulante têm maior risco de hematoma e sangramento no local.
- C)Local que apresenta irritação na pele ou verrugas.
Correta como contraindicação, já que irritação na pele ou verrugas indicam área inadequada e com maior chance de complicações locais.
- D)Volume que ultrapassa a capacidade do músculo; a dose deverá ser fracionada.
Errada, porque volume acima da capacidade do músculo não contraindica a via em si; a conduta é ajustar ou fracionar a dose.
Gabarito: D
A via intramuscular é usada quando se quer depositar o medicamento no interior do músculo, que tem boa vascularização e permite absorção relativamente rápida. Por isso, antes de aplicar, você precisa olhar o local com carinho: pele lesionada, presença de prótese, uso de anticoagulante e outras condições aumentam o risco de complicações, como sangramento, abscesso, dor e má absorção. Em provas, a banca gosta de misturar contraindicação com cuidado técnico de volume e seleção do sítio de aplicação. No caso da questão, a alternativa D é a que foge da lógica de contraindicação. Quando o volume ultrapassa a capacidade do músculo, isso não significa que a via intramuscular esteja proibida por si só; o correto é adequar a administração, por exemplo, fracionando a dose e escolhendo o músculo e a técnica apropriados, conforme orientação institucional e boas práticas de enfermagem. Ou seja, é uma medida de ajuste do procedimento, não uma contraindicação absoluta. Já as demais alternativas descrevem situações em que a aplicação intramuscular deve ser evitada ou avaliada com muita cautela, porque o risco local ou sistêmico sobe bastante. Em concursos, isso costuma aparecer como regra prática de segurança do paciente: não aplicar em área comprometida e evitar locais com maior chance de sangramento ou lesão tecidual. Em resumo: a via intramuscular não é a favorita para qualquer situação. Ela exige local adequado, avaliação do risco de sangramento e respeito ao volume máximo que cada músculo suporta. A questão quer justamente que você perceba que fracionar a dose é uma conduta técnica diante de volume excessivo, e não um fator que contraindica a via.