As feridas podem ser classificadas pela forma como se fecham. Quanto ao tipo de cicatrização, quando as bordas não podem ser aproximadas, como nas úlceras, a ferida é classificada de:
- A)1ª intensão.
Errada, porque a primeira intenção ocorre quando as bordas ficam aproximadas, como em feridas suturadas.
- B)2ª intensão.
Certa, porque úlceras e feridas em que as bordas não podem ser aproximadas cicatrizam por segunda intenção.
- C)3ª intensão.
Errada, porque a terceira intenção envolve fechamento tardio da ferida após um período inicial aberta, e não simplesmente bordas afastadas.
- D)2ª ou 3ª intensão dependendo da sua extensão.
Errada, porque a classificação não depende da extensão da ferida, mas da forma como ocorre o fechamento.
Gabarito: B
As feridas podem cicatrizar de três formas clássicas: por primeira, segunda ou terceira intenção. Na cicatrização por primeira intenção, as bordas estão bem aproximadas, como em uma incisão cirúrgica suturada. Já na segunda intenção, a ferida fica aberta para cicatrizar sozinha, com formação de tecido de granulação, contração e epitelização, o que é comum em úlceras e lesões com perda de tecido. É exatamente por isso que o gabarito é a letra B. Quando as bordas não podem ser aproximadas, a ferida precisa fechar de forma mais lenta, “de dentro para fora”, caracterizando cicatrização por segunda intenção. Em termos práticos, isso costuma exigir mais cuidado com limpeza, controle de exsudato e proteção do leito da ferida. A cicatrização por terceira intenção acontece quando a ferida fica aberta por um tempo e depois é fechada, geralmente após controle de infecção ou limpeza do tecido desvitalizado. Então, se a questão fala em úlceras e bordas que não se aproximam, pense logo em segunda intenção, sem inventar moda. Esse é um conceito clássico de semiologia e de cuidado com feridas, muito usado na Enfermagem. A lógica é simples: bordas aproximadas = primeira intenção; bordas afastadas e fechamento espontâneo = segunda intenção; fechamento tardio programado = terceira intenção.