Úlceras por pressão causam danos consideráveis aos pacientes, dificultando o processo de recuperação funcional, frequentemente, causando dor e levando ao desenvolvimento de infecções graves. Também têm sido associadas a internações prolongadas, sepse e mortalidade. As recomendações para a prevenção devem ser aplicadas a todos os indivíduos vulneráveis em todos os grupos etários. (Ministério da Saúde, 2013.) São consideradas medidas preventivas para lesão por pressão nesse grupo de indivíduos, EXCETO:
- A)Avaliar a pele semanalmente.
Errada, porque a avaliação da pele deve ser frequente e não apenas semanal, especialmente em pacientes com risco aumentado de lesão por pressão.
- B)Manter a pele limpa e hidratada.
Certa, pois manter a pele limpa e hidratada ajuda a preservar a integridade cutânea e reduz o risco de lesão.
- C)Não massagear áreas hiperemiadas.
Certa, porque massagear áreas hiperemiadas pode agravar a isquemia e piorar o dano tecidual.
- D)Proteger a pele da exposição à umidade excessiva.
Certa, já que a umidade excessiva favorece maceração e aumenta a chance de lesão por pressão.
- E)Promover mudança de decúbito a cada duas horas para pacientes com mobilidade limitada.
Certa, porque a mudança de decúbito a cada duas horas é uma medida clássica para aliviar a pressão em pacientes com mobilidade limitada.
Gabarito: A
A prevenção de lesão por pressão começa pela vigilância da pele e pela redução contínua da pressão sobre as proeminências ósseas. Em pacientes vulneráveis, o cuidado diário inclui inspecionar a pele com frequência, manter limpeza e hidratação, controlar a umidade, evitar massagem em áreas avermelhadas e fazer mudanças de decúbito regulares, como a cada duas horas quando houver mobilidade limitada. A lógica é simples: a pele avisa antes de “desistir”. Se você percebe vermelhidão, umidade excessiva ou pontos de pressão, age cedo e evita que a lesão evolua. Por isso, as recomendações do Ministério da Saúde e das diretrizes de segurança do paciente reforçam avaliação frequente da pele, e não apenas eventual. O ponto-chave da questão é que a alternativa que fala em avaliação semanal está errada, porque isso é pouco para quem tem risco de lesão por pressão. O acompanhamento deve ser mais frequente, geralmente diário ou até mais de uma vez ao dia, conforme o estado clínico e o nível de risco. Sem esse olhar atento, a pele pode piorar rapidamente. As demais medidas estão corretas e fazem parte da prevenção clássica: pele limpa e hidratada, sem massagem em áreas hiperemiadas, proteção contra umidade excessiva e mudança de posição periódica. É aquele pacote básico que parece simples, mas salva pele, tempo de internação e muito sofrimento.