Por poder permanecer assintomático por um longo período de tempo, o diabetes mellitus pode ser, frequentemente, detectado pelos seus fatores de risco ao invés dos seus sintomas, exigindo, assim, uma atenção especial das equipes da Atenção Básica na detecção de tais fatores. Em relação ao rastreamento de indivíduos com probabilidade de diabetes tipo 2, ou com um estado intermediário de glicemia, é indicado pelo Ministério da Saúde que se faça o rastreamento dos adultos assintomáticos que apresentam excesso de peso, ou seja, com IMC maior que 25 Kg/m2 e que apresente, pelo menos, um dos sintomas preconizados; dentre eles, a dislipidemia. Dentro do contexto apresentado, o Técnico de Enfermagem deverá se atentar a indivíduos que apresentem a seguinte alteração no perfil lipídico:
- A)Colesterol abaixo ou LDL acima do limite recomendado.
Errada, porque colesterol abaixo não caracteriza dislipidemia para fins de rastreamento de diabetes tipo 2, e LDL acima sozinho não é o padrão cobrado aqui.
- B)Colesterol acima ou LDL abaixo do limite recomendado.
Errada, porque colesterol acima isoladamente não é o critério mais característico nessa questão, e LDL abaixo não representa alteração de risco para esse contexto.
- C)Triglicerídeo acima ou HDL acima do limite recomendado.
Errada, porque triglicerídeo acima está correto, mas HDL acima do recomendado não é o achado de risco esperado; o problema é o HDL baixo.
- D)Triglicerídeo acima ou HDL abaixo do limite recomendado.
Certa, porque triglicerídeos elevados ou HDL reduzido são alterações típicas de dislipidemia e indicam maior risco metabólico, justificando o rastreamento.
Gabarito: D
O diabetes mellitus tipo 2 pode ficar silencioso por muito tempo, então a Atenção Básica não deve esperar o paciente “se sentir mal” para suspeitar. Por isso, o Ministério da Saúde orienta rastrear adultos assintomáticos com excesso de peso, principalmente quando existe pelo menos um fator de risco associado, como a dislipidemia. Na prática, dislipidemia é quando o perfil lipídico sai do padrão esperado. No contexto do rastreamento do DM2, o achado que chama atenção é a combinação clássica de triglicerídeos elevados e HDL reduzido, porque isso se relaciona ao risco metabólico e cardiovascular. É aí que entra o gabarito: a alternativa D está correta porque aponta triglicerídeo acima do recomendado ou HDL abaixo do recomendado. São alterações típicas de dislipidemia e, portanto, reforçam a indicação de rastrear diabetes em quem já tem excesso de peso. Resumindo sem drama: se o adulto tem IMC acima de 25 kg/m² e o lipidograma vem ruim, especialmente com triglicerídeos altos e HDL baixo, acende-se o alerta para investigação. Em concursos, a banca costuma cobrar exatamente essa leitura objetiva do perfil de risco.