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Enfermagem · CONSULPLAN · 2022

Questão comentada de Enfermagem

Existem diversos fatores que dificultam a cicatrização de feridas, como sua avaliação. A avaliação das feridas deve ser ampla e considerar aspectos físicos, sociais e psicológicos, devendo ser interdisciplinar; o seu tratamento deve ser dialogado pelos profissionais e pelo usuário. A perda parcial de tecido envolvendo a epiderme ou a derme, que se apresenta em forma de escoriação ou bolha, se refere ao grau de lesão:

Gabarito: B

Quando a questão fala em lesão com perda parcial de tecido, envolvendo a epiderme ou a derme, com aspecto de escoriação ou bolha, ela está descrevendo uma lesão de espessura parcial. Na classificação clássica por graus/estágios, isso corresponde ao grau II. Pense assim: não é uma ferida superficial qualquer, mas também ainda não é uma perda profunda que atinge músculo ou osso. Na prática, o grau I costuma ser apenas alteração da pele íntegra, com vermelhidão que não desaparece à pressão. Já o grau II tem ruptura parcial da pele, podendo aparecer como abrasão, bolha ou perda rasa da pele. É exatamente esse detalhe que a banca costuma cobrar: o formato da lesão denuncia a profundidade. Os graus III e IV indicam lesões mais profundas. No III, há perda total da pele, com comprometimento do tecido subcutâneo; no IV, a destruição é extensa e pode alcançar músculo, tendão ou osso. Por isso, quando o enunciado traz epiderme/derme e fala em escoriação ou bolha, você deve pensar em lesão de espessura parcial, ou seja, grau II. Em resumo: o gabarito B está correto porque a descrição anatômica e clínica da ferida bate com o grau II. A lógica é simples e muito usada em concursos: quanto mais superficial e parcial a perda, menor o grau; quanto mais profunda, maior o grau.

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