A crise hipertensiva é caracterizada pela elevação aguda da pressão arterial (PA) sistólica ≥ 180 mmHg e/ou PA diastólica ≥ 120 mmHg que pode resultar ou não em lesões de órgãos-alvo. (Sociedade Brasileira de Cardiologia, 2020.) Considerando tal assunto, assinale a afirmativa correta.
- A)A emergência hipertensiva é definida pelo valor da pressão arterial.
Errada, porque a emergência hipertensiva não é definida apenas pelo valor da pressão arterial, e sim pela presença de lesão aguda de órgão-alvo.
- B)É classificada em: quadro hipertensivo, urgência hipertensiva e emergência hipertensiva.
Errada, porque essa classificação não inclui 'quadro hipertensivo' como categoria padronizada, e a divisão clássica é em urgência e emergência hipertensivas.
- C)As urgências hipertensivas são situações clínicas assintomáticas em que ocorre a crise hipertensiva; porém, com risco iminente de morte.
Errada, porque urgência hipertensiva costuma ser assintomática e sem lesão aguda de órgão-alvo, sem risco iminente de morte no momento.
- D)As emergências hipertensivas são situações clínicas sintomáticas em que ocorre a crise hipertensiva, com lesão de órgão-alvo aguda e progressiva, com risco iminente de morte.
Certa, porque descreve adequadamente a emergência hipertensiva como quadro sintomático com lesão aguda e progressiva de órgão-alvo, exigindo atendimento imediato.
Gabarito: D
Crise hipertensiva é aquele cenário em que a pressão sobe muito de forma aguda, geralmente com PAS maior ou igual a 180 mmHg e/ou PAD maior ou igual a 120 mmHg. Mas o ponto principal não é só o número: o que define a gravidade é a presença ou não de lesão aguda de órgão-alvo, como cérebro, coração, rins ou retina. Na prática, a crise hipertensiva pode ser separada em urgência hipertensiva e emergência hipertensiva. Na urgência, a pressão está muito elevada, porém sem lesão aguda de órgão-alvo. Já na emergência, além da pressão alta, há sinais de dano agudo e progressivo, com risco iminente de morte, o que exige tratamento imediato e monitorização mais intensa. É exatamente por isso que a letra D está correta: ela descreve a emergência hipertensiva como situação sintomática, com lesão aguda de órgão-alvo e risco iminente de morte. Esse é o conceito usado na prática clínica e nas diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Um detalhe importante para prova: o valor da pressão sozinho não fecha o diagnóstico de emergência. O que manda é o quadro clínico e o comprometimento de órgão-alvo. Então, nessa questão, não caia na armadilha de achar que pressão muito alta já define tudo por si só.