A prevenção e o controle de infecção hospitalar se dá através do envolvimento de todos os profissionais de saúde, cumprindo as normas de proteção ao paciente, sendo a Infecção do Trato Urinário (ITU) o grupo mais frequente, caracterizada pela inflamação das vias urinárias com sintomas associados e presença de bactérias na urina. São considerados como grupo de risco para a ITU pacientes que fazem uso de cateterismo vesical de demora; portanto, necessitam de cuidados voltados à prevenção da ocorrência dessa patologia. Em relação ao cateterismo vesical de demora, assinale a afirmativa INCORRETA.
- A)O tamanho da sonda a ser utilizada deve considerar vários fatores como gênero e idade do paciente.
Certa: o calibre da sonda deve ser escolhido conforme as características do paciente e a finalidade do procedimento, evitando trauma desnecessário.
- B)O lugar correto para a fixação nos homens deverá ser localizado no hipogástrico e, na mulher, na face interna da coxa.
Certa: a fixação deve ser feita para evitar tração, sendo comum no homem na região hipogástrica e, na mulher, na face interna da coxa.
- C)O cateterismo vesical em pacientes cirúrgicos é contraindicado para pacientes portadores de distúrbios neoplásicos em uso de quimioterapia.
Errada: não há contraindicação absoluta apenas por o paciente ser cirúrgico, neoplásico ou estar em quimioterapia; a decisão depende da indicação e dos riscos.
- D)A bolsa coletora deverá ficar abaixado do nível da bexiga; o seu sistema de drenagem deverá ser fechado. O sistema de tubo coletor não deverá ser desconectado.
Certa: a bolsa coletora deve ficar abaixo da bexiga, o sistema precisa ser fechado e o tubo não deve ser desconectado para prevenir infecção.
Gabarito: C
O cateterismo vesical de demora é um procedimento útil, mas pede atenção redobrada porque ele aumenta o risco de infecção do trato urinário. Por isso, a escolha do calibre da sonda, a técnica asséptica, a fixação correta e o sistema fechado de drenagem fazem parte do pacote de cuidados que você precisa lembrar na prova e na prática. Em geral, usa-se o menor calibre capaz de garantir a drenagem, respeitando características do paciente e a indicação clínica. A bolsa coletora deve permanecer abaixo do nível da bexiga, sem tocar o chão, e o sistema deve ficar fechado, sem desconectar o tubo, para reduzir a entrada de microrganismos. A fixação também deve evitar tração e lesão, mantendo o cateter estável e confortável. O ponto central da questão é que a alternativa C está incorreta porque não existe contraindicação genérica para cateterismo vesical em pacientes cirúrgicos apenas por serem portadores de distúrbios neoplásicos em uso de quimioterapia. Nesses casos, o procedimento pode ser indicado quando houver necessidade clínica, com técnica rigorosa e avaliação de risco-benefício. Em biossegurança, a lógica é prevenir infecção, não proibir o procedimento sem fundamento. Esse cuidado com sistema fechado, posicionamento da bolsa e técnica asséptica está alinhado às recomendações clássicas de prevenção de ITU associada a cateter, como as medidas difundidas por protocolos de controle de infecção e boas práticas assistenciais.