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Enfermagem · CONSULPLAN · 2022

Questão comentada de Enfermagem

Paciente DSN, admitido na enfermaria com quadro clínico de pneumonia adquirida na comunidade, 60 anos, lúcido porém desorientado em tempo e espaço, apresenta sinais vitais: frequência cardíaca de 150 batimentos cardíacos por minuto; frequência respiratória de 15 respirações por minuto; pressão arterial de 150 x 100 mmHg; e, temperatura de 38,9° C. Queixa principal de dor e ardência ao urinar com piora durante o período que acorda. O enfermeiro realizou o exame físico do paciente e o auxiliar de enfermagem procedeu com os cuidados admissionais e, em seguida, fez as anotações de enfermagem no prontuário do paciente. Considerando o caso hipotético, NÃO se trata de condição clínica do paciente DSN:

Gabarito: C

Nesta questão, o segredo é identificar quais achados são, de fato, condições clínicas presentes no paciente. Febre aparece porque a temperatura está em 38,9°C. Disúria também está presente, pois ele relata dor e ardência ao urinar, com piora ao despertar. A pressão arterial de 150 x 100 mmHg caracteriza hipertensão arterial no momento da avaliação, ao menos como valor elevado no exame. Já a frequência respiratória está em 15 irpm, que é um valor dentro da normalidade para o adulto, então não sugere falta de ar por si só. Em linguagem simples: o paciente tem febre, queixa urinária compatível com disúria e pressão alta na medida aferida. O que não aparece no caso é dispneia, porque dispneia é sensação de dificuldade para respirar, falta de ar, e isso não foi relatado nem sustentado pelos sinais vitais apresentados. Em provas de enfermagem, a banca costuma misturar sintomas referidos com sinais vitais para ver se você separa o que foi dito do que foi inferido. Aqui, o enunciado entrega dados bem diretos, então basta olhar com calma: tem queixa urinária, tem temperatura alta e tem PA elevada, mas não há indicação de problema respiratório subjetivo ou objetivo. Então, o item incorreto é o que traz uma condição respiratória que não está descrita no caso. O raciocínio é clássico de triagem e leitura de sinais e sintomas: nem tudo que parece grave está presente, e nem todo dado numérico vira outro diagnóstico por mágica.

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