O paciente com Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) requer que seu atendimento seja realizado rapidamente, a fim de reduzir complicações decorrentes ao IAM. Por isso, há protocolos específicos de atendimento aos pacientes portadores dessa patologia ou com suspeita. Representam cuidados padronizados ao paciente portador de IAM, EXCETO:
- A)Repouso no leito.
Correta, porque o repouso no leito ajuda a reduzir o consumo de oxigênio e o esforço cardíaco no IAM.
- B)Cateterismo vesical de demora.
Errada, porque o cateterismo vesical de demora não é cuidado padronizado de rotina no IAM e só deve ser usado se houver indicação clínica específica.
- C)Monitorização cardíaca contínua.
Correta, pois a monitorização cardíaca contínua é essencial para detectar arritmias e outras complicações precoces.
- D)Administração de morfina, quando necessário.
Correta, já que a morfina pode ser administrada quando necessária para controle da dor e da ansiedade, conforme avaliação clínica.
Gabarito: B
No atendimento ao paciente com Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), a prioridade é ganhar tempo e reduzir a área de necrose. Por isso, o cuidado costuma ser focado em repouso, monitorização cardíaca contínua, controle da dor, acesso venoso, oxigenoterapia quando indicada e preparo para terapias de reperfusão, quando houver. É o famoso pacote do "não perder tempo", porque no IAM cada minuto pesa. Entre os cuidados padronizados, repouso no leito faz sentido para diminuir o consumo de oxigênio pelo miocárdio. A monitorização cardíaca contínua também é clássica, já que arritmias são complicações frequentes e precisam ser percebidas rápido. A morfina pode ser usada quando necessário, especialmente em dor intensa ou ansiedade, conforme avaliação clínica e protocolo institucional. O ponto fora da curva é o cateterismo vesical de demora, que não é cuidado rotineiro para todo paciente com IAM. Ele pode ser indicado em situações específicas, como necessidade de controle rigoroso de diurese, instabilidade hemodinâmica ou uso de certas terapias, mas não integra a padronização geral do atendimento inicial. Em prova, sempre desconfie do que parece "automático" demais: nem todo paciente com IAM precisa de sonda vesical. Assim, a alternativa incorreta é a que inclui o cateterismo vesical de demora como cuidado padronizado. A lógica do protocolo é priorizar intervenções que impactem diretamente a perfusão, o monitoramento e o alívio dos sintomas, reservando procedimentos invasivos para quando houver indicação clínica.