As dislipidemias são alterações no metabolismo de lipídios que repercutem nos níveis séricos de lipoproteínas. São consideradas como um fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, uma vez que estão envolvidas no processo da aterosclerose. A Sociedade Brasileira de Cardiologia afirma que nos idosos as dislipidemias são diagnosticadas frequentemente, sendo correto afirmar que estão mais presentes:
- A)Nas mulheres, pois os níveis de LDL tendem a subir com o avançar da idade, principalmente após a menopausa.
Correta: nas mulheres, o LDL tende a aumentar com o envelhecimento, especialmente após a menopausa, por perda do efeito protetor dos estrogênios.
- B)Nos homens, pois os níveis de LDL tendem a subir com o avançar da idade, principalmente após os 65 anos de idade.
Errada: o aumento de LDL não é mais característico apenas nos homens após os 65 anos, e a afirmação ignora o papel da menopausa nas mulheres.
- C)Tanto nos homens quanto nas mulheres, pois os níveis de LDL tendem a subir com o avançar da idade principalmente após os 65 anos de idade.
Errada: apesar de os idosos de ambos os sexos poderem ter dislipidemia, a alternativa erra ao generalizar o padrão e ao fixar o marco principal apenas após os 65 anos.
- D)Tanto nos homens quanto nas mulheres, pois os níveis de HDL tendem a subir com o avançar da idade principalmente após os 65 anos de idade.
Errada: o HDL não tende a subir com o avanço da idade como regra, e a banca trocou o tipo de lipoproteína para induzir erro.
Gabarito: A
As dislipidemias são alterações no perfil de gorduras do sangue, especialmente colesterol e triglicerídeos, e isso aumenta o risco de aterosclerose e doença cardiovascular. Na prática, o ponto que mais cai é a elevação do LDL, o chamado "colesterol ruim", porque ele participa da formação da placa de gordura na parede das artérias. Em idosos, essa alteração é muito frequente e merece atenção redobrada no acompanhamento de Enfermagem. O detalhe cobrado nesta questão é que, nas mulheres, os níveis de LDL tendem a subir com o avanço da idade, principalmente após a menopausa. Isso acontece porque a queda do estrogênio reduz um efeito protetor do organismo sobre o metabolismo lipídico. Então, não é só a idade em si: a mudança hormonal da menopausa pesa bastante nesse perfil. A Sociedade Brasileira de Cardiologia destaca que as dislipidemias são comuns nos idosos e devem ser rastreadas, pois somam risco cardiovascular em um grupo já vulnerável. Por isso, a alternativa A está correta: ela descreve o padrão mais frequente em mulheres idosas, com aumento de LDL após a menopausa. Guarde a lógica simples: LDL sobe, risco cardiovascular sobe junto. HDL é o "bom", o que ajuda a remover colesterol, então a banca costuma trocar LDL por HDL para confundir quem está lendo com pressa.