A comissão de controle de infecção hospitalar (CCIH) deve I ser constituída por profissionais de nível superior. II realizar periodicamente uma revisão das normas institucionais de combate às infecções hospitalares. III promover atividades educativas de prevenção e controle das infecções dirigidas ao quadro de profissionais de saúde do hospital. Assinale a opção correta.
- A)Apenas o item I está certo.
Errada, porque o item I está correto e, além disso, os demais itens também correspondem às atribuições da CCIH.
- B)Apenas o item II está certo.
Errada, porque a revisão periódica das normas institucionais é uma atribuição prevista para a CCIH, mas não é a única correta.
- C)Apenas o item III está certo.
Errada, porque a promoção de atividades educativas faz parte das funções da CCIH, mas os itens I e II também estão certos.
- D)Apenas os itens I e III estão certos.
Errada, porque o item II também está correto, já que a CCIH deve revisar periodicamente as normas institucionais de controle de infecção.
- E)Todos os itens estão certos.
Certa, porque a CCIH deve ser composta por profissionais de nível superior, revisar normas de prevenção e controle e promover educação continuada aos profissionais de saúde.
Gabarito: E
A CCIH e o coração do programa de controle de infecção no hospital. Ela não existe para enfeitar organograma: sua função é planejar, acompanhar e revisar continuamente as ações de prevenção e controle das infecções relacionadas à assistência à saúde. Por isso, a comissão deve ser formada por profissionais de nível superior, com atuação multiprofissional e conhecimento técnico para tomar decisões qualificadas. Além da composição, a CCIH precisa revisar periodicamente as normas institucionais de prevenção e combate às infecções, porque protocolo parado vira protocolo decorativo. A realidade do hospital muda, os microrganismos mudam, os riscos mudam, e as regras também precisam acompanhar essa dinâmica. Outro papel clássico da CCIH é promover atividades educativas para os profissionais de saúde. Não basta fiscalizar: é preciso treinar, orientar e reforçar boas práticas, como higiene das mãos, uso de EPIs, precauções e processamento de materiais. Educação permanente é peça central do controle de infecção. Assim, os três itens estão corretos. Esse entendimento está alinhado com a Portaria MS nº 2.616/1998, que organiza as ações do Programa de Controle de Infecções Hospitalares e atribui à CCIH funções de composição técnica, revisão de normas e educação em serviço.