Das 1.600 espécies de escorpiões conhecidas no mundo, apenas cerca de 25 são consideradas de interesse em saúde. No Brasil, onde existem em torno de 160 espécies de escorpiões, as responsáveis pelos acidentes graves pertencem ao gênero Tityus, que tem como característica, entre outras, a presença de um espinho sob o ferrão. No território brasileiro, a principal espécie capaz de causar acidentes graves é a
- A)Tityus bahiensis (escorpião marrom).
Errada: Tityus bahiensis causa acidentes, mas não é a principal espécie associada aos casos graves no Brasil.
- B)Tityus metuendus (escorpião vermelho-escuro).
Errada: Tityus metuendus existe e pode ser relevante em algumas áreas, porém não é a principal espécie cobrada como causa de acidentes graves.
- C)Tityus stigmurus (escorpião amarelo do Nordeste).
Errada: Tityus stigmurus é importante no Nordeste, mas a espécie de maior importância nacional para acidentes graves é outra.
- D)Tityus paraensis (escorpião preto da Amazônia).
Errada: Tityus paraensis é uma espécie amazônica, porém não ocupa o posto de principal causadora de acidentes graves no país.
- E)Tityus serrulatus (escorpião amarelo).
Certa: Tityus serrulatus, o escorpião amarelo, é a principal espécie associada a acidentes graves no Brasil.
Gabarito: E
Em acidentes por escorpião, o ponto mais cobrado é saber quais espécies realmente preocupam em saúde pública no Brasil. Embora existam muitas espécies de Tityus, a campeã de relevância clínica no país é a que mais causa acidentes graves e pode levar a dor intensa, vômitos, sudorese, agitação e, em casos graves, alterações cardiovasculares e respiratórias. Ou seja: não basta saber que é do gênero Tityus, é preciso lembrar qual espécie virou a “vilã” mais famosa das provas e dos pronto-atendimentos. O gabarito é a letra E porque o Tityus serrulatus, o escorpião amarelo, é considerado a principal espécie responsável por acidentes graves no Brasil. Ele se destaca pela grande adaptação a ambientes urbanos, reprodução eficiente e elevada capacidade de dispersão, o que explica sua importância epidemiológica. Em linguagem de prova: é o nome que você precisa ter na ponta da língua quando o assunto é escorpião de maior relevância em saúde. As demais espécies da lista também podem causar acidentes e têm importância regional, mas não ocupam esse posto principal no cenário brasileiro. Em concursos, a banca costuma misturar espécies do mesmo gênero para testar se você sabe diferenciar “pode causar acidente” de “é a principal causa de acidente grave”. Na prática assistencial, a conduta depende da gravidade clínica, com observação e tratamento sintomático nos casos leves e uso de soro antiescorpiônico nos quadros moderados a graves, conforme protocolos do Ministério da Saúde. Então, além de decorar a espécie, vale lembrar: em escorpionismo, a gravidade é definida mais pelo quadro clínico do que só pelo nome do bicho.