Com relação ao atendimento de parada cardiorrespiratória (PCR) em adulto, assinale a opção correta.
- A)Na manobra de ressuscitação cardiopulmonar (RCP), a relação de compressão-ventilação é de 20 compressões torácicas para 2 insuflações.
Errada, porque em adulto a relação usual na RCP é 30 compressões para 2 ventilações, e não 20 para 2.
- B)Deve-se interromper as compressões torácicas durante a manobra de ressuscitação cardiopulmonar para instalar os eletrodos de adulto do desfibrilador externo automático (DEA) no tórax do paciente.
Errada, porque as compressões não devem ser interrompidas para instalar os eletrodos do DEA, já que a interrupção deve ser a menor possível.
- C)A primeira conduta de atendimento de PCR é posicionar o paciente em decúbito dorsal em superfície plana, rígida e seca.
Errada, porque a posição em decúbito dorsal em superfície rígida é uma medida inicial importante, mas não é a conduta mais específica e completa que a alternativa sugere como resposta correta.
- D)A manobra de ressuscitação cardiopulmonar em pacientes que apresentam rigidez cadavérica, deve otimizar a ventilação e oxigenação para manter a saturação de oxigênio maior ou igual a 94%.
Errada, porque rigidez cadavérica indica morte biológica, não cenário para tentar otimizar ventilação e oxigenação.
- E)Insuflações eficientes durante a manobra de ressuscitação cardiopulmonar compreende a insuflação de 1 segundo cada, com visível elevação do tórax.
Certa, porque as insuflações eficientes na RCP devem durar cerca de 1 segundo cada, com elevação visível do tórax.
Gabarito: E
Na PCR em adulto, o raciocínio é simples: primeiro você reconhece a parada, chama ajuda e inicia RCP de alta qualidade sem perder tempo com detalhes que atrasam as compressões. As compressões devem ser fortes, rápidas e com mínimas interrupções, porque é isso que mantém algum fluxo para cérebro e coração enquanto a equipe organiza a desfibrilação e os demais passos. No adulto, a ventilação durante a RCP deve ser feita de forma eficiente, sem exagero. Cada insuflação deve durar cerca de 1 segundo e produzir elevação visível do tórax. Se você ventila demais ou rápido demais, piora o retorno venoso e atrapalha a própria RCP. É o tipo de coisa em que menos é mais, com técnica correta. Por isso, a alternativa E está correta: ela descreve exatamente a ventilação adequada durante a manobra de ressuscitação cardiopulmonar. Essa orientação é compatível com as diretrizes de Suporte Básico de Vida da American Heart Association, amplamente adotadas na prática e em provas: insuflações de 1 segundo, apenas o suficiente para elevar o tórax. Já as demais alternativas trazem erros clássicos de prova: relação compressão-ventilação errada, interrupção desnecessária das compressões, conduta absurda em paciente com rigidez cadavérica e até uma apresentação incompleta da sequência inicial. Em urgência e emergência, a banca adora testar justamente o que você não pode fazer: parar demais, ventilar demais ou decorar regra antiga.